quarta-feira, 20 de outubro de 2010

'Cidade de Deus' é 6º melhor filme de ação da história, diz 'Guardian'


O filme Cidade de Deus (2002), do diretor brasileiro Fernando Meirelles, foi incluído na sexta posição em uma lista com os 25 melhores filmes de ação de todos os tempos, divulgada nesta terça-feira pelo jornal britânico The Guardian.

Desde o último sábado, os jornais The Guardian e The Observer vem publicando listas com os 25 melhores filmes que seus críticos consideram os melhores em sete gêneros, um por dia, entre eles ação, romance e policial.

O filme de Meirelles, que recebeu quatro indicações ao Oscar em 2004, divide a lista de filmes de ação com clássicos como Apocalypse Now (1979, do diretor Francis Ford Coppola), em primeiro lugar, Intriga Internacional (1959, de Alfred Hitchcock), em segundo, e Era Uma Vez no Oeste (1968, de Sergio Leone), em terceiro.

A lista também inclui o clássico de 1938 As Aventuras de Robin Hood, de Michael Curtiz e William Keighley, na 15ª posição, e sucessos contemporâneos como O Tigre e o Dragão, do diretor Ang Lee, lançado em 2000, na nona posição.

Goldfinger (1964), filme do diretor Guy Hamilton com o agente 007, é 17º na lista.

O fotógrafo e artista digital norte-americano Lester Weiss faz exposição em Jantar Indiano, no Espaço Cultural Ungambikkula

No próximo sábado, dia 23, a partir de 20h, acontece a 1ª Noite Wallakhylia no Espaço Cultural Ungambikkula, evento gastronômico que marca a abertura da exposição “Índia, um sonho acordado”, do fotógrafo e artista digital Lester Weiss.

A arte culinária é assinada por Mukunda Dassa (membro da Cooperativa Cultural Ungambikkula), e Guilherme Guedes (ex- chef do Superbacana), acompanhada pela música de Vinadhara Vassuprem, artista da casa e Aimar Tassi Casanova, tradicional dançarina de temas indianos da cidade de Atibaia/SP.

Vinadhara Vassuprem, que em 2007 gravou o CD lounge, “Hrudaya, o Silêncio da Alma”, traz uma somatória entre a originalidade e sacralidade indiana e o refinamento e a elaboração do violão brasileiro para o evento.

Já Aimar Tassi, mostra parte de sua pesquisa, que há mais 10 anos engloba o trabalho de danças sagradas do oriente.

O evento marca especialmente a abertura da exposição do fotógrafo e artista digital Lester Weiss. Nascido no Brooklyn, New York em 1955, formou-se na University of California at Berkeley, em Estudos Interdisciplinares, com ênfase em Cinema e Artes. Começou a fotografar no início dos anos oitenta e fez pós-graduação em Fotografia e Arte na San Francisco State University.

Em seus primeiros anos como fotógrafo , concentrou-se em projetos documentários, fotografando “momentos decisivos”, incluindo um trabalho sobre moradores de rua em San Francisco, um trabalho sobre sócios do Brighton Beach Baths and Racquetball Club (clube recreativo) em Brooklyn, New York, paisagems urbanas de Los Angeles, etc. Após muitos anos de fotografia tradicional, fez a transição para a fotografia digital em 2003 e vivenciou um renascimento de produtividade e uma transformação de ênfase, resultando numa fotografia mais abstrata, como uma pintura, um tipo de visualização do realismo mágico ou do realismo poético.

O artista realizou muitas exposições, tanto solo quanto em grupo, a maioria delas nos Estados Unidos. Seus trabalhos tem sido expostos a convite em galerias online em sites de arte de vários paises (Chile, Espanha, Itália e Estados Unidos). Suas fotos tem sido publicadas em livros, catálogos de fotografia, revistas, jornais e dvds.

Serviço

Espaço Cultural Ungambikkula

Av. Sta Isabel, 1834

Data: sábado, 23 de Outubro

Hora: a partir de 20h

Convites: 65,00


Cinegrafista da EPTV ganha prêmio Herzog por flagrante em rebelião

O repórter cinematográfico da EPTV Campinas Carlos Velardi é o vencedor do 32º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humano na categoria imagem. A premiação foi concedida pelo flagrante feito na rebelião dos internos da Fundação Casa, no dia 12 de agosto. A lista completa dos vencedores vai ser divulgada nesta terça-feira (19).

A premiação acontecerá no dia 25 de outubro, no Teatro da Pontifícia Universidade Católica (Tuca), em São Paulo. O prêmio é o principal do jornalismo brasileiro na área de direitos humanos e conta com a parceria do Instituto Vladimir Herzog desde 2009.


No dia 12 de agosto, internos da unidade Jequitibás da Fundação Casa, no Jardim São Vicente, fizeram uma rebelião que durou cerca de nove horas. O motim começou às 18h30 e terminou por volta das 3h30 do dia 13. Os menores tentaram uma fuga em massa, mas foram surpreendidos pela polícia.

Cinco adolescentes foram feitos reféns. Eles ficaram feridos após serem espancados com pedaços de madeira, barras de ferro e até um extintor de incêndio. Os internos expulsaram os funcionários e também colocaram fogo em colchões e quebraram postes. A área foi isolada pelos policiais, que contaram com o apoio de duas viaturas do Corpo de Bombeiros e do helicóptero Águia.


Veja vídeo em http://eptv.globo.com/noticias/NOT,0,0,311285,Cinegrafista+da+EPTV+ganha+premio+Herzog+por+flagrante+em+rebeliao.aspx

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Fotógrafo registra últimos anos do pai

Lidar com a morte e com o envelhecimento não é nada fácil. Mas a arte, em alguns casos, pode ser um caminho para absorver a realidade inexorável. Um bom retrato disso é o livro “Dias Com Meu Pai” (Ed. Alles Trade), do fotógrafo inglês Phillip Toledano, que trabalha em Nova York e é conhecido por suas imagens bizarras.

Depois de perder a mãe subitamente, em 2006, vítima de um aneurisma cerebral, Toledano decidiu registrar o tempo que lhe restaria de convivência com o pai. Apesar de não sofrer de Alzheimer, ele havia perdido a memória de curto prazo e perguntava pela esposa o tempo todo.

As fotos, acompanhadas de histórias e reflexões, foram publicadas em um blog até 2009, quando o pai do fotógrafo morreu, aos 99 anos, de velhice. O material foi visto por mais de 1,4 milhões de pessoas e ele recebeu mais de 20 mil comentários. “Foi uma experiência incrível, que fez com que eu me sentisse menos sozinho no mundo”, conta o fotógrafo ao UOL Ciência e Saúde.

Segundo ele, a maior parte das mensagens enviadas era de agradecimento pela honestidade com que relatou sua experiência. Reações que, segundo Toledano, serviram de inspiração para transformar o projeto em livro e, de certa forma, lhe ajudaram a lidar com a dor da perda – no espaço de três anos, o fotógrafo vivenciou a morte não só dos pais, mas também de um tio e uma tia.

Para quem perdeu uma pessoa próxima, “Dias Com Meu Pai” pode ser comovente demais. Para quem não gosta nem de pensar na velhice, pode causar uma pontada incômoda. Mas é difícil não sentir essa gratidão, inexplicável, pelo trabalho de Toledano, ao folhear a última página do livro. Afinal, quem vai se safar do envelhecimento ou da morte?


"Dias Com Meu Pai"

Autor: Phillip Toledano

Editora: Alles Trade

Páginas: 92

Preço: R$ 55

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Marcone Moreira explora o universo ribeirinho nas exposições “Margem” e “Banzeiro”

Entre o desordenado urbano e práticas tradicionais, Marcone Moreira encontra pressupostos para a arte. É em feiras, portos e comunidades ribeirinhas que ele extrai elementos para compor uma visualidade baseada no cotidiano da região onde mora, em Marabá. Com a junção de materiais dispersos nesses ambientes, Marcone recria e ressignifica o que antes era usual. A partir de novas configurações estéticas, ele tem sido um dos artistas paraenses com maior destaque no eixo sudeste. A produção do artista é múltipla: desde instalações a pintura acrílica, passando por vídeo, fotografia e escultura. E o que atrai em Marcone é justamente a possibilidade de trabalhar com materiais que estão desatrelados do universo artístico trivial.

Maranhense de Pio XII, Marcone mudou-se para Marabá com a família aos 14 anos. Cresceu envolvido com a percepção de uma cidade caótica, violenta, seca, vermelha. Não à toa a sua produção artística tem madeiras, isopores, nylon de matizes fortes, cores cítricas. Na cidade, o processo de pesquisa mais recente do artista plástico se desenvolve em estaleiros que ficam às margens dos rios Tocantis e Iatacaiúnas, que cortam o município do sudeste paraense. Imerso no cenário de construção naval, Marcone procura peças que não são mais utilizadas e as reordena, transformando cascos de canoas e navios em peças para suas instalações.

Desse universo naval, Marcone expõe duas mostras com o uso de materiais de embarcação. As exposições “Margem” e “Banzeiro” abrem às 19h30, no Museu Casa das Onze Janelas. “Margem” foi contemplada com o edital Secult de Artes Visuais; “Banzeiro” é o resultado do Prêmio Marcantônio Vilaça 2009, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), e que prevê a feitura de obras artísticas para compor acervos de museus brasileiros. Ambas têm como mote o redesenho de transportes fluviais. “Relacionei as duas exposições, que tratam do universo ribeirinho e da construção naval”, diz o artista.

Em “Margem”, instalação que começou a ser desenvolvida em 2006, Marcone apresenta duas esculturas de grande porte, que remetem ao infinito das margens. A idéia surgiu após a leitura de um texto de João de Jesus Paes Loureiro: “Entre o rio e a floresta, o infinito”. O artista partiu do que não tem limites e se apropriou do conceito geográfico de “margem”, encontro da água com a terra. O trabalho foi feito com peças de uma canoa, embarcação usada como veículo de ligação entre as margens. “Por isso optei por essa montagem, onde o trabalho se acomoda entre o chão e a parede que, mesmo partindo de uma estrutura rígida, dá uma idéia de fluidez”, diz.

Em “Banzeiro”, Marcone dispõe 30 cavernames – peças curvas de madeira que dão forma ao casco das embarcações – no gramado do Forte do Presépio, de forma aleatória, em alusão ao movimento intenso das águas dos rios. Expor fora de espaços expositivos comuns, como museus e galerias, têm sido importante para o artista. Ele tem colocado as peças em praças e outros locais públicos. “As pessoas não têm acesso às obras e isso passou a me incomodar. Comecei a realizar intervenções urbanas em Marabá para criar esse diálogo”, diz.

As peças foram confeccionadas pelo carpinteiro naval Valdeídes, que atua na profissão há mais de 30 anos, mas constata o desinteresse pela prática. “Ele aprendeu com o pai e curiosamente não quer que os filhos continuem. Já não tem mais tanta importância. Hoje em dia ele faz algumas reformas e canoas”, conta. A aproximação com esses mestres, detentores de um saber tradicional e que vem perdendo importância história, fez Marcone repensar sobre a atividade artística. “Procuro uma maneira de retornar para o universo de onde eu retiro os materiais e me aproprio. Esse atentar para o outro faz parte até mesmo do meu processo de maturidade, como ser humano. E isso tem mudado muito”, diz. Em visita recente ao Porto do Sal, às margens da Baía de Guajará, na Cidade Velha, Marcone foi surpreendido pelo Mestre Chico Abaeté, que após três anos o reconheceu e ainda disse: “Esse eu sei. Tá querendo umas madeiras velhas para fazer trabalho de arte, né?”. (Diário do Pará)

Galeria recebe exposição fotográfica 'Transitar', em Bélem do Pará

Diretamente da selva de pedras que é a maior metrópole do país, seis jovens talentos da fotografia estreiam em Belém com a exposição “Transitar”, imagens que filosofam sobre o íntimo e o caos que permeiam a vida moderna. A mostra, assinada pelo grupo paulista Um Certo Olhar, será aberta ao público hoje, às 19h, na Galeria Theodoro Braga, no Centur, com entrada franca.

O coletivo é fruto das oficinas de fotografia ministradas por Sinval Garcia, paulistano de coração paraense, já que morou vários anos em Belém na década de 1990, e por aqui iniciou a trajetória como artista visual. Foi em território paraense também que ele realizou suas primeiras exposições e ganhou os primeiros prêmios da carreira. “Foi muito natural que o projeto viesse para Belém, porque eu tenho uma relação de extrema proximidade e afeto com a cidade”, afirma.

O grupo é formado por um pequeno mosaico de olhares. Entre os participantes, um publicitário, uma estudante de comunicação, uma bailarina e até uma taquígrafa. “Todos foram meus alunos em São Paulo, nem todos da mesma turma, e o grupo surgiu trazendo esse olhar vigoroso de quem começa a realizar um trabalho autoral”, explica Sinval.

Cruzamento entre linguagens

Da heterogeneidade e das leituras distintas do que seria “transitar”, surgiu o mote da exposição. Para Weber Amendola, publicitário, os restos amontoados em carroças de lixo dão forma a “esculturas” surgidas ao acaso. “Graças ao próprio movimento de percorrer a cidade e recolher objetos, eles constroem pequenas esculturas feitas do que seria lixo, um produto urbano”, explica. O resultado são imagens kitsch, em recorte, repletas de cores e símbolos de consumo. “A proposta não tem cunho de denúncia social. Na verdade, a ideia é mostrar o entulho como elemento estético”.

Subjetividade e delicadeza ficam por conta de Germania Heibe, que trocou o balé clássico pela fotografia quando estudava dança na Espanha, em 2006. Desde então, faz da nova arte um tipo de terapia ou divã. “Na exposição, vou mostrar auto-fotografias minhas, em que estou vestida de bailarina, uma espécie de despedida do balé, em preto e branco”. Heibe expõe imagens sem face definida, com a própria identidade desconhecida e fragmentada. “Fotografo em busca de mim mesma”.

Numa leitura mais literal do tema, a estudante Renata Mosaner buscou pensar sobre a relação do homem cosmopolita e a cidade. Retratando cenas estáticas, Renata desconstrói o sentido de trânsito. “São imagens de vias públicas e caminhos geralmente repleto de pessoas, usadas num ir e vir intenso. Só que nas imagens, essas ruas aparecem vazias e adquirem outro sentido”, diz. E completa: “Nas cidades, faltam espaços coletivos de convívio, de socialização, espaços de parar, e não apenas de seguir”.

Xica Lima e Celina Kostaschuck também participam da mostra. A primeira exibe uma instalação-casa com móveis, objetos e muitos retratos da família. Inspirada em textos de Cecília Meireles e outros autores, a artista faz uma imersão em busca da própria identidade, que se afina com a idéia da fotografia como reflexo de uma realidade construída. Já Celina esboça um ambiente voyer, ao mostrar imagens captadas através de brechas, uma pequena janela indiscreta mostrada a partir de imagens refletidas em espelho.

Distante de um aparato profissional, Sinval Garcia constrói imagens oníricas, feitas com câmera de celular e instaladas em pequenas caixas de luz.

“Transitar” ficará aberta à visitação até o dia 29 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h.

VISITE

Exposição “Transitar”, do grupo Umcertoolhar, abre hoje, às 19h, na Galeria Theodoro Braga (subsolo do Centur) e segue em cartaz até o dia 29/11. Informações: 32020 – 4313.

(Diário do Pará)

Fotógrafo perde ação que cobrava Editora O Dia por uso indevido de imagem

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acolheu recurso da Editora O Dia S.A que recorreu de decisão que a condenou a indenizar um ex-fotógrafo da empresa por suposto uso indevido de imagens feitas por ele.

O repórter fotográfico - que atuou na editora sob contrato individual de 1994 a fevereiro de 2005 - moveu ação alegando que a empresa não poderia utilizar fotos produzidas por ele - sem sua autorização - em outros veículos do grupo. A defesa alegava que as imagens poderiam ser publicadas apenas nas reportagens para que foram destinadas inicialmente.

O fotógrafo queria R$ 650 mil de indenização - R$ 338 mil pela publicação de 13 fotografias sem autorização explícita e R$ 312 mil de indenização por danos morais ao autor, segundo informa o site Consultor Jurídico.

A condenação do editor também foi requisitada pelo profissional. Para os advogados do fotógrafo, ele deveria ser incriminado por violação de direito autoral.

Em sua decisão, o ministro Sidnei Beneti afirmou que os trabalhos do fotógrafo devem ser interpretados como um conjunto. "Não se pode comparar a pretensão a recebimento de pagamento suplementar ao do contrato de trabalho, a cada foto que venha a produzir, porque a produção continuada delas é da essência de seu trabalho remunerado", considerou.

"Uma vez produzida a foto, pode o empregador, que já remunerou toda a atividade do fotógrafo, utilizar do produto na empresa para a qual trabalha o profissional fotógrafo", disse. No entanto, o ministro sublinhou que a editora não deve ceder o trabalho do fotógrafo a terceiros sem que ele autorize.