segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Curitiba recebe exposição de fotos sobre arquitetura urbana


Um ensaio que apresenta a visão particular de reconhecidos fotógrafos sobre ícones da arquitetura urbana chega a Curitiba através da exposição Patrimônio: o meu, o seu, o nosso. Exposta no Crystal Plaza Shopping entre 2 e 15 de outubro. A mostra é composta por 17 imagens das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia, contando com nove destaques a patrimônios históricos da capital paranaense, registrados por Orlando Azevedo, fotógrafo que estruturou sua trajetória profissional de sucesso na cidade e será homenageado durante a exposição. O projeto é uma iniciativa da Brookfield Incorporações, uma das maiores incorporadoras integradas do País, que acaba de chegar à região Sul.

Além de Azevedo, que registrou locais que pertencem à história e à memória dos cidadãos curitibanos, como a Praça 19 de Dezembro, o Museu Oscar Niemeyer, a Catedral de Curitiba e o Jardim Botânico, outros ícones da fotografia brasileira marcam presença na mostra. Bob Wolfenson, Cássio Vasconcellos, Marcos Prado e Ucha Aratangy também apresentam seu olhar sobre marcos urbanos em outras cidades, com imagens que revelam ângulos inusitados de empreendimentos da incorporadora e de patrimônios históricos de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia.

Concebida pela Porto de Cultura, que também foi responsável pela expografia e curadoria das imagens, a mostra exibe alguns ícones urbanos que transformaram a paisagem urbana seja pela inovação ou simplicidade, seja, pelo diferencial na construção de novos espaços. “As imagens completam e modificam o olhar comum e sua grandeza de detalhes, contrastes e cores nos mostram como a arquitetura interfere positivamente no cenário urbano, criando grandes monumentos”, afirma Adriana Pusch, Diretora de Marketing Institucional da Brookfield Incorporações.

A mostra itinerante já passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília.

Serviço:
Exposição: Patrimônio: o meu, o seu, o nosso
Data: 02 e 15 de outubro
Horário: Diariamente, das 10h às 22h
Local: Praça de Eventos do Shopping Crystal Plaza, Piso L2
Endereço: Rua Comendador Araújo, 731

Obra coletiva, O astronauta une fotografia e artes plásticas às HQs


Há alguns anos, o roteirista e desenhista Lourenço Mutarelli declarou que não faria mais histórias em quadrinhos e que se dedicaria mais às atividades de escritor e de ator. Recentemente, o autor de Transubstanciação e O dobro de cinco voltou atrás e produziu algumas tiras para um jornal paulistano — um aperitivo para sua tão aguardada e ainda não confirmada volta às HQs. Essa ausência, no entanto, não significou o sumiço do nome de Mutarelli dos créditos de uma história em quadrinhos. Lançamento da Zarabatana Books, O astronauta tem o paulistano como autor do texto. Mutarelli topou participar da obra a convite do fotógrafo Flavio Moraes, responsável pelos cliques usados para a criação das ilustrações — feitas, por sua vez, pelos artistas plásticos Fernando Saiki e Olavo Costa. A HQ foi o trabalho de conclusão de curso de Fabio e sua publicação recebeu apoio do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo. O astronauta é uma HQ que foge do convencional por diversos motivos. A arte foi feita em cima de fotos, mas o resultado não é uma fotonovela. Os desenhos feitos com nanquim, por vezes se aproximam da gravura. O texto é misterioso e reflexivo. Mais pelo conceito do que por eventuais semelhanças na arte, O astronauta remete o leitor aos quadrinhos pintados publicados no começo dos anos 1990 pela Editora Abril — obras de gente como Jon J. Muth, Ken Williams, Scott Hampton e Bill Sienkiewicz. Trabalhos que desafiaram convenções e trouxeram muito das artes plásticas para as histórias em quadrinhos.

Em O astronauta, o protagonista é o próprio Lourenço Mutarelli. Ao chegar em seu apartamento, ele se veste como um astronauta e passa a “viajar” pelo apartamento e divagar sobre a existência e a exploração espacial. As citações vão de Goethe a Stanley Kubrick, passando por Luthero e Paracelso. “Estou em órbita”, exclama Mutarelli a um amigo que lhe telefona. A produção da HQ levou cinco anos. Moraes fez as fotos, a direção de cena e diagramou as páginas. Fernando Saiki começou a fazer a arte sozinho e, mais para o fim do processo, teve ajuda de Olavo Costa. O resultado é de rápida leitura, mas de lenta absorção. Pelo fato de as ilustrações terem sido feitas em cima de fotos, o ritmo narrativo não é tão ágil, o que, nesse caso, funciona como um convite a contemplação. Cada quadro pode ser consumido devagar, nas suas minúcias e detalhes.

Semelhanças entre as cidades em fotografias

Será inaugurada na próxima quarta-feira (06), a exposição fotográfica do francês Stéphane Herbert, Brasília-Chandigarh, no Museu Nacional da República. A mostra apresenta trinta fotografias de ambas cidades onde são reveladas suas semelhanças, ousadia, sua arquitetura moderna e o espírito do século XX.
Chandigarh, na Índia é a capital dos estados de Punjab e Haryana e Brasília, capital do Brasil. Ambas foram projetadas nos anos 50 e planejadas por dois ícones da arquitetura mundial, Le Corbusier e Oscar Niemeyer. Seus princípios de circulação e urbanismo, em suas concepções revolucionárias nortearam Stéphane de uma maneira singular, que possibilitou o fotógrafo captar as imagens das cidades, onde os espaços vazios e as luzes se destacam.
A proposta do autor é levar o observador a estabelecer uma comparação entre a arquitetura e o traçado das duas, perceber a ‘estética da fluidez’ de Brasília e o ‘espaço indizível’ de Chandigarh.
Além da exibição das imagens, a mostra contará com o lançamento de um catálogo com 78 páginas, incluindo textos da curadora Claudia Estrela Porto, professora do Departamento de Artes da Universidade de Brasília, do arquiteto Cláudio Queiroz, do filósofo e musicólogo Claude-Marin Herbert e do próprio fotógrafo, Stéphane Herbert, além de 40 fotografias, com reprodução de todas as imagens que integram a exposição. ‘Brasília- Chandigarh – Patrimônio Moderno’ contará ainda com programa educativo durante todo o período em que estiver montada. A idéia é estimular os alunos e visitantes em geral a conhecerem mais e refletirem sobre a cidade onde vivem.
Sobre o fotógrafo
Nascido na Guatemala, em 1968, e com nacionalidade francesa, Stéphane Herbert estudou fotografia em Lyon e civilizações orientais em Paris. Começou a fotografar em Nova York e Istanbul. Conheceu o Brasil em 1995 e focalizou seu trabalho na cultura afro-brasileira através dos rituais Capoeira-Candomblé-Carnaval.
Retratou os mestres Lucio Costa e Oscar Niemeyer e fotografou Brasília. Continuou sua pesquisa sobre o patrimônio moderno em Chandigarh e apresentou a exposição Brasilia | Chandigarh nas principais cidades da Índia em 2008 e 2009, como também na cidade de Firminy na França em setembro 2010.


Serviço:
Brasília-Chandigarh – Patrimônio Moderno
De 06/10 a 07/11, de terça a domingo, das 9h00 às 18h30
Museu Nacional do Conjunto Cultural da República
Entrada franca. Informações: 3325. 5220. Classificação livre.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Imagens do bebé de Cristiano Ronaldo valem 15 mil euros

Portugal é o primeiro país a conhecer o filho de Cristiano Ronaldo. Quatro meses depois do nascimento do filho do futebolista do Real Madrid surgem as primeiras imagens do bebé.

As fotos publicadas ontem pela TV Mais, e anunciadas como "exclusivo mundial", custaram à revista da Impresa cerca de 15 mil euros, um valor que, segundo várias fontes contactadas pelo DN, constitui um recorde no valor pago em Portugal por um paparazzi a uma personalidade portuguesa.

Sem confirmar o valor pago, a directora da TV Mais, Teresa Pais, garantiu ao nosso jornal que a revista "faz sempre uma análise cuidada e realista relativamente à compra destes conteúdos". "Este é um grande exclusivo mundial, que é da TV Mais, o que obviamente justifica uma ponderação", sublinhou, acrescentando ter a certeza que "o investimento terá os seus frutos".

As imagens foram captadas na ilha da Madeira por um fotógrafo freelancer, que vendeu o excluviso à publicação do grupo de Francisco Balsemão. Apesar dos 15 mil euros pagos pela revista português, o autor das fotos, sabe o DN,tentou vender as imagens a um tablóide inglês por 50 mil euros. O mesmo jornal terá oferecido uma quantia substancialmente mais baixa, 1740 euros, uma vez que Cristiano Ronaldo não se encontra nas imagens.

Também em Portugal, o fotógrafo procurou rentabilizar o "furo" que havia conseguido, tentando vender o exclusivo a outras revistas e a diários como o Correio da Manhã e o Diário de Notícias.

Pedro Tadeu, o director da Global Imagens, a agência de fotografia da Controlinveste, grupo que detém o DN e o JN, entre outros títulos, confirma ter recebido uma proposta de compra das imagens do filho de Cristiano Ronaldo.

"No sábado fui contactado por um fotógrafo madeirense que pedia 15 000 euros pelas fotografias. Depois de uma reflexão, decidi não o fazer por três razões. Em primeiro lugar, porque tinha dúvidas sobre a legalidade de uma eventual publicação destas imagens, uma vez que Cristiano Ronaldo, sendo o responsável da criança, havia pedido especificamente que se respeitasse a privacidade do filho. Em segundo lugar, pela questão ética que envolve a publicação de imagens de crianças. Em terceiro lugar, porque o valor pedido pelas imagens está acima dos parâmetros habituais praticados em Portugal que, para este tipo de fotografias, rondaria os quatro ou cinco mil euros. Além disso, neste momento, creio que nenhuma das publicações do grupo para o qual a Global Imagens trabalha quereria publicar estas fotos", esclareceu o responsável.

A directora da TV Mais, que afirma que as primeiras previsões de vendas "são muito positivas", reconhece que a questão ética de publicar fotos de uma criança foi ponderada. "Não consideramos que estamos em algum momento a ultrapassar a fronteira", disse Teresa Pais.

Simplicidade e rapidez marcam cena de sonho em 'Ribeirão do Tempo'



Sequências de casamento quase sempre dão trabalho às equipes de novelas. Quase. Isso porque quando se trata de uma cerimônia fantasiada pela mocinha do folhetim, uma cena que normalmente levaria um dia inteiro para ser realizada pode surpreender ao terminar em pouco mais de uma hora. E é esse o caso do sonho quase adolescente da sortuda Filomena, de Liliana Castro, em Ribeirão do Tempo. Herdeira da ricaça Madame Durrel, de Jaqueline Laurence, a ex-garçonete muda seu próprio destino ao delirar que está se casando com o aventureiro Tito, de Ângelo Paes Leme. Isso porque é depois dessa sequência, no ar a partir de 1º de outubro, que a jovem tem a ideia de propor ao rapaz que façam uma união arranjada em troca do pagamento de todas as dívidas da pousada dele, quase em falência. "Estou me sentindo tão chique. E olha que é só um sonho. Imagina quando chegar a hora dela casar para valer", ponderou Liliana.

Para realçar o caráter onírico da gravação, o diretor de fotografia Edgar Moura opta por usar duas lanternas Mag Light iluminando, sem qualquer uniformidade, o rosto dos envolvidos. "Isso faz com que o público reconheça que o que está vendo não é real. Cria um clima etéreo", explicou, completando que as gravações foram realizadas com lentes grande angulares, que distorcem a imagem dos objetos quanto mais próximos eles estiverem. A ideia dos efeitos, aliás, surgiu de um sucesso de bilheteria hollywoodiano, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, de Michel Gondry. "Mas tudo isso que estamos vendo aqui ainda vai mudar. Depois de gravada, a cena entra no processo de colorimetria", completou o diretor geral Edgard Miranda, que pode realizar alterações na cor das cenas.

Na hora de gravar, os noivos Ângelo e Liliana conversam sobre o quão inusitado é rodar um casamento com apenas três pessoas do elenco em cena. E lamentam o fato de não poderem saborear o bolo ao final, já que a peça é cenográfica. Mesmo caso da falsa cachaça em um garrafão de cinco litros - que parece pesar mais de dez quilos, tamanha a grossura do vidro - que o ator Taumaturgo Ferreira tem de carregar. Intérprete do bêbado Querêncio da trama, o ator teoriza sobre o que faz com que o pintor leve a filha ao altar dividindo as atenções com a bebida. "Como é um sonho que faz parte do subconsciente da Filomena, ela imagina o pai com todos os defeitos. Freud deve explicar", deduziu, soltando uma leve risada.

Enquanto espera a entrada da noiva em cena, Ângelo senta ao piano e começa a arriscar uma música. Desiste logo em seguida, já que o piano "é velho e todo desafinado". E se prepara para receber as instruções do diretor, que tenta marcar bem a imagem de um casamento que só é desejado pela mulher. "Quando você se virar e olhar para ela, não precisa sorrir. É um sonho meio que pesadelo", justificou Edgard. Nessa hora, Ângelo lembra que esta é a primeira vez que usa uma roupa tão formal na novela. Tito, seu personagem, é dono de uma agência especializada em esportes radicais.

Ao fim do trabalho, Liliana elogia o vestido, entregando em seguida que não pretende se casar desse jeito. E recorda que, coincidentemente, só se vestiu de noiva duas vezes em sua carreira, ambas com a mesma costureira. E em cerimônias atípicas. Nesta, em um casamento imaginário. E antes, em Alma Gêmea, na Globo, em 2006, quando encarnou a bailarina Luna, assassinada ao sair da igreja, no dia do matrimônio. "Estou começando a achar que casamentos não têm muito a ver comigo mesmo", brincou.

Ribeirão do Tempo - Record - Segunda a sexta, às 22h15.

Brasileira é premiada em concurso internacional

Por Bia Oliveira

Para orgulho nacional, a fotógrafa Wládia Drummond está entre os 12 vencedores de um concurso de fotos sobre democracia promovido pelo Departamento de Estado americano e seus parceiros do projeto “Democracia é...”, em comemoração ao Dia Internacional da Democracia.


O grande desafio era completar a frase “Democracia é...” com uma imagem e, assim, envolver pessoas do mundo todo em um debate sobre democracia. No total, o concurso reuniu quase três mil competidores, de 131 países.


Um júri de alto nível reduziu as imagens concorrentes a 36 finalistas representando cada região do globo. Pela internet, 500 mil pessoas votaram nas suas fotos favoritas, decidindo as 12 campeãs.


As fotos dos vencedores regionais estão em exposição no prédio das Nações Unidas em Washington, DC, desde o último dia 15. Wládia é associada ao Candango Fotoclube, de Brasília.

Balonismo em cores e formas: Imagens foram feitas por alunos da Câmera Viajante


Por Bia Oliveira


Começou nesta terça-feira a exposição “Balonismo em cores e formas”, que apresenta imagens capturadas pelos alunos da escola de fotografia Câmera Viajante durante a 22ª edição do Festival Internacional de Balonismo de Torres (RS), realizado em maio deste ano.


A mostra fotográfica é composta por 15 imagens que apresentam o olhar e a emoção destes “viajantes” diante do espetáculo que é o tradicional Festival de Balonismo. Adriane Feijó, Angela Plass, Filippo Di Santo Júnior, Gisele Becker, Jamaikah Santarém, NinaBeth Muccillo e Salte Boni são alguns artistas que integram a exposição.


Para a composição das imagens, os alunos tiveram acesso a áreas comumente restritas aos competidores. A exposição acontece na FNAC, Barra Shopping Sul, em Porto Alegre, e segue aberta à visitação até o dia 31 de outubro.