quarta-feira, 27 de abril de 2011

Livro traz mais de 90 fotos dos Beatles feitas por Don McCullin

Em 1968, depois do ambicioso e vanguardista "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band", os Beatles trabalhavam no projeto que viria a ser o emblemático "White Álbum". Nessa época, resolveram chamar o premiado fotógrafo de guerra Don McCullin para registrar imagens da banda durante um dia inteiro. O resultado está em "Um Dia na Vida dos Beatles", lançado pela Cosac Naify.




Don McCullin/ Divulgação


A obra de capa dura traz mais de 90 fotos de John, Paul, George e Ringo em diversos lugares de Londres, como na região portuária do East End, na rotatória da Old Street, na beira do Tâmisa e até na casa de McCartney, em St. John's Wood. O músico, aliás, assina um texto no livro em que relata um pouco do que aconteceu durante a sessão com McCullin.

"Cheguei vestindo um terno rosa e ele fez algumas fotos coloridas. Também havíamos levado outras roupas. Sugerimos alguns lugares, e Don indicou outros. Fomos ao cemitério e até a margem do rio. De repente, acabamos num salão com um piano e um papagaio, tudo muito surreal, surreal como toda aquela época".






Don McCullin, por sua vez, pensou que o primeiro contato telefônico que recebeu sobre o projeto era um trote. "Uma voz masculina desconhecida disse que estava ligando da gravadora Apple para saber se eu tinha interesse em passar um dia inteiro fotografando os Beatles em troca de duzentas libras", narra na apresentação do livro.




Quando percebeu que a ligação não era nenhuma "pegadinha", o fotógrafo ficou lisonjeado. "Mal sabiam que, ao ouvir a proposta, eu me senti levitando alguns centímetros acima do chão. Eu teria pago a eles as duzentas libras", revela no texto introdutório intitulado "Uma Louca Escapada".

*
"Um Dia na Vida dos Beatles"
Autor: Don Mccullin
Editora: Cosac Naify
Páginas: 144
Quanto: R$ 59,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha.

Brasileiro Cao Guimarães exibe séries fotográficas e curta-metragens em Paris

PARIS, França - O fotógrafo e cineasta brasileiro Cao Guimarães expõe até 14 de maio, na galeria Xippas (Paris), três séries de fotografias e cinco curtas-metragens produzidos nos últimos dez anos.

Nas fotografias e nos curtas-metragens de Guimarães destaca-se sua capacidade de ver no cotidiano, na vida urbana, os detalhes que as pessoas normalmente não vêem, destacaram os organizadores.

O artista se fixa em particular em sua série "Gambiarras", que trata da forma que os brasileiros encontram para enfrentar as dificuldades financeiras, em sua desenvoltura e habilidade para regular qualquer utensílio para remendar objetos quebrados com ferramentas simples.



Cao Guimarães, natural de Belo Horizonte, produziu seis longas-metragens e mais de 20curtas, exibidos em festivais como os de Veneza (Itália), Sundance (Estados Unidos), Cannes (França) e Palmas (Espanha).

Além disso, expôs na galeria La Caja Negra, em Madri, na Tate Modern de Londres, no Guggenheim e no MoMa de Nova York, no Frankfurter Kunstverein de Frankfurt e na Galeria Nara Roesler de São Paulo.

Transitivo Direto: Mostra retrata o cotidiano de grandes cidades, sob o olhar do fotógrafo Marcos Sêmola




O Centro Cultural Justiça Federal do Rio de Janeiro inicia neste mês a exposição “Transitivo Direto”, com fotografias de Marcos Sêmola. Trata-se da primeira individual do fotógrafo carioca, que morou por quatro anos na Europa e tem no currículo trabalhos apresentados nos Estados Unidos, Inglaterra, Holanda e em outros 12 países.



“Transitivo Direto” entra em cartaz no próximo dia 17. A mostra reúne 14 imagens impressas e 80 projetadas, em preto e branco, filme e digital, que formam uma linha do tempo das idas e vindas de Sêmola entre os países que morou. Seus trabalhos convergem para a fotografia street, publicitária e jornalística.



A exposição baseia-se na captura de pessoas e ações passageiras e retrata o cotidiano das cidades a partir do olhar atento do fotógrafo, que prefere não interferir na cena e apresentar os instantes tais como são.



"Marcos Sêmola já marca presença no cenário da fotografia mundial com uma visão original sobre o cotidiano das grandes cidades", destacou o jornalista André Teixeira ao comentar o trabalho de Sêmola numa matéria, publicada na Revista Photo Magazine, de 2009.



Os trabalhos de Sêmola estão também em sua galeria virtual: www.s4photo.co.uk e integram o famoso banco de imagens da agência Getty Images. A mostra ficará em cartaz até 17 de abril. O Centro Cultural Justiça federal fica na Avenida Rio Branco, 241, no Centro do Rio.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Fotógrafo brasileiro registra como o Japão tenta se reerguer

LIUCA YONAHA
Calma, organização e respeito ao próximo em uma situação de calamidade. Foi isso o que o fotógrafo André François tentou registrar nos dez dias que passou no Japão, visitando áreas atingidas pela maior catástrofe do país desde a Segunda Guerra Mundial. François e sua assistente, a jornalista Paula Poleto, viajam o mundo para mostrar como a saúde é tratada em diferentes contextos. O fotógrafo havia visitado o Haiti, em janeiro de 2010, também após uma grande tragédia – o terremoto que devastou Porto Príncipe. Decidiu ir ao Japão para comparar as duas realidades. “Queria mostrar as equipes de resgate, de reconstrução, como elas se comunicam entre si. A integração é um grande problema nessas situações, quando há muita gente querendo ajudar, pode acabar esforço desperdiçado”, diz.

François diz que a solidariedade manifestada em um respeito extremo ao próximo e às regras o surpreendeu. Diferentemente de outras imagens que vimos em catástrofes recentes, como os terremotos do Haiti e do Chile, no ano passado, praticamente não há registros de saques e furtos às residências abandonadas pelo risco de radiação ou aos pertences espalhados pela onda gigante. “Andei muito nos escombros. Achei uma caixa de joia aberta e as joias estavam lá”, diz. O fotógrafo conta que viu pertences pessoais separados e organizados entre os destroços de casas. “Militares e pessoas comuns faziam isso: organizavam os objetos, documentos, fotos e colocavam em um cantinho, para quando os moradores ou familiares chegassem ali.”

A comida escassa também era dividida. François acompanhou um grupo de brasileiros que havia arrecadado um caminhão de alimentos para doação. “Chegamos a Minami Sanriku (em Miyagi) e encontramos um abrigo novo, que tinha sido descoberto recentemente. Eles olharam e disseram: ‘temos comida para três ou quatro dias. Vocês podem procurar gente que está precisando mais’.”

Em sua expedição, François chegou ao município de Ishinomaki, um dos mais atingidos, em Miyagi, quando a área devastada havia acabado de ser aberta à população. Lá, encontrou uma jovem de cerca de 28 anos, caminhando bastante triste. “Ela se chamava Abe. Depois de um mês do terremoto, havia conseguido entrar no bairro onde os pais moravam”, diz. Abe estava em seu segundo dia de busca nos escombros por algum vestígio de sua família. “Não tive coragem de conversar muito a fundo com ela, de perguntar se ela acreditava que os pais pudessem estar vivos.” Como Abe, François viu dezenas de pessoas procurando por familiares, mais de 30 dias após o tsunami devastador em Ishinomaki.

Em uma região rural, a 30 quilômetros de Sendai, conversou com um casal de idosos que lhe disse que todas as pessoas que conheciam na vizinhança em que moram há 60 anos morreram. “Eles escaparam porque ele, um senhor de cerca de 70 anos, viu o tsunami, pegou o carro e fugiu, dirigindo e vendo o tsunami atrás”, afirma narrando a cena aterrorizante.

Apesar das histórias tristes, François deixou o Japão nesta semana com a vontade de mostrar a todo o mundo a forma como os japoneses estão encarando a catástrofe. “É uma grande lição para a humanidade”, diz.

Nos dias no Japão (essa foi a primeira vez que o fotógrafo visitou o país), diz que o maior medo era da contaminação por radioatividade. François e sua assistente se informaram bastante sobre os riscos e andaram o tempo inteiro com medidores de radiação. Em momento algum, os equipamentos apontaram que pudessem estar se expondo ao perigo. As fotos e os relatos coletados formarão mais uma etapa do Projeto Vida, uma parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Panamerica de Saúde (Opas). “Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é a base de nosso projeto. Ela diz que a cada dólar investido em uma ação de saúde e educação, cinco dólares serão economizados no ‘curativismo’ (tratamentos, e não prevenção).”


Veja imagens em http://migre.me/4mjw7

Fernanda Tavares é fotografada seminua para revista

A modelo Fernanda Tavares, 31, foi fotografada seminua em área industrial para figurar na capa da revista "Status", que volta às bancas nesta semana.


Veja uma das imagens abaixo:

Antífona, por Gal Oppido



O fotógrafo e ensaísta Gal Oppido foi buscar inspiração nas "formas vagas, fluídas, cristalinas" da "Antífona" do poeta Cruz e Souza para montar exposição homônima, em cartaz no museu Afro Brasil, na capital paulista. Pontuada pela visão de Oppido sobre o feminino liberto, a mostra reúne 27 registros de rostos e corpos produzidos como maneira de retomar a discussão sobre o papel da mulher da atualidade.

As fotos apresentam figuras femininas com personalidades e características diferentes. O resultado é um ensaio original, emoldurado pela sensualidade e por um delicado jogo de luzes. Em meio às imagens, referências ao nascimento da Vênus, do pintor Sandro Botticelli (1445-1510).

Antífona carrega uma das marcas do trabalho de Oppido: a exploração do corpo como forma de arte. A escolha do poema do simbolista Cruz e Souza se deu para expressar o sentido de liberdade da mostra.

Na interpretação do fotógrafo, Cruz e Souza voltava sua crítica para a sociedade "serpenteada pelo racismo, preconceito e discriminação, sem abandonar o seu fazer poético".

Marcos Aurélio Oppido é nome de destaque na fotografia aplicada às áreas de artes cênicas, expressão corporal e arquitetura. Expondo desde 1981, seus trabalhos integram acervos do MASP, MAM e MIS. Formado em arquitetura, iniciou sua carreia conjugando fotografia e desenho. A efemeridade do tempo, a simbologia de objetos abandonados e a relação do homem com a matéria são temas recorrentes em seus trabalhos.

Serviço

Antífona (até o dia 30/04)
Museu Afro Brasil
Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, Parque Ibirapuera- Portão 10, São Paulo -SP
De terça a domingo, das 10 às 17 horas
Entrada gratuita
Terra Magazine

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Na mão: a compacta de 5 mil reais da Fuji





Mesmo com sua produção prejudicada pelo terremoto no Japão, a Fujifilm trouxe ao Brasil uma amostra da ultra-hype FinePix X100, e nós já colocamos nossas mãos nela.


Com visual retrô, muita gente a confunde com uma câmera de filme 35 mm, e é justamente nas rangefinder do passado em que ela foi baseada. A frente da máquina, de fato, se assemelha muito com a Olympus 35 RC (1970) e a Leica Leica M3 (1954). Mas a parte traseira, com seu LCD de 2,8” e botões de operação, denuncia de pronto que esta Fuji não vai pedir rolos de filme para clicar.

O corpo da X100 é feito em liga de magnésio, passando sensação de um produto bem feito e durável. A lente, fixa, possui distância focal equivalente a 35 milímetros (entre a grande-angular e a “normal”), com abertura de f/2 — bastante clara, mas que poderia ser ainda mais ampla, na nossa opinião.




O visor híbrido da X100 é um dos seus grandes destaques, já que inaugura um novo modo de visualização. Ele é ótico, mas o fotógrafo pode alternar para o EVF (totalmente eletrônico) ou para uma justaposição de informações eletrônicas, como horizonte virtual e régua de fotometria, sobre a imagem analógica. Assim como nas outras câmera dotadas de telêmetro (dispositivo para basear o foco na medição da distância do objeto fotografado) utilizar a opção ótica para assuntos muito próximos (close-ups) fica inviável. Aí, então, o usuário pode usufruir do visor LCD.

A qualidade da imagem da pequenina, como se tem comentado mundo afora, é muito acima da média das máquinas compactas. O sensor CMOS da X100 não é proporcional a seu tamanho: de formato APS-C, assemelha-se aos empregados nas grandalhonas SLR, como a Nikon D3000 e a Sony A55. As fotos tiradas com ISO 3200 e 6400, por exemplo, possuem ruído incrivelmente baixo, comparável ao que faria uma compacta na configuração ISO 800, grosso modo. O vídeo que esta FinePix consegue fazer tem resolução de até 720p, com foco automático e 30 quadros por segundo.



Para os saudosistas, a X100 faz simulação automática de diferentes filmes da Fuji, como o PROVIA, Velvia e ASTIA. Na nossa breve impressão, achamos que o resultado é muito semelhante ao que qualquer compacta faz, ou seja, é escancaradamente artificial. Contudo, Gardinel Vanzela, responsável pelas câmeras da Fujifilm que chegam ao Brasil, afirma que a amostra testada não é a versão final; é necessário aguardá-la para um veredito real. Este será publicado em breve para a seção de Reviews da INFO.

A FinePix X100 ainda não está disponível para compra, em qualquer parte do mundo. Os assessores da Fuji garantem que a encontraremos na prateleira na primeira quinzena de maio, com a etiqueta de peitofurantes R$ 4.999. Ainda assim, seu valor deve ser menor que as concorrentes diretas, todas da linha M da Leica.