quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Leão briga com filhote e leva 'bronca' de leoa em fotos de visitante de zoo

As fotos, feitas em janeiro, mostram a leoa rugindo ferozmente para seu parceiro, que abaixa a cabeça em aparente humildade depois de "brigar" com um filhote no Zoológico Nacional de Washington (EUA).

A sequência de fotos, feitas pela visitante Jennifer Lockridge, mostram primeiramente um filhote, batizado de Lusaka pelo zoo, mordendo a cauda de seu pai, o leão Luke, que parecia não se importar com a "brincadeira" do pequeno felino.

Mas depois de cansar de ter a cauda mordida, Luke corre atrás de Lusaka e prende o filhote no chão com as patas.

É nesse momento que a fêmea e mãe do filhote se aproxima e dá uma "bronca" no companheiro.

'Regenerador'

Caters

Em zoo de Washington, leão leva bronca de leoa por repreender filhote

Segundo a fotógrafa, que frequenta o zoológico com regularidade, Lusaka está sempre por perto de seu pai ou está provocando seus irmãos.

Fotógrafa nas horas vagas, Lockridge conta que tem dois gatos, mas adora todo o tipo de animal.

"Passo a maior parte do meu tempo livre fotografando animais em zoológicos ou em reservas naturais. Também planejo minhas férias em locais onde posso tirar boas fotos", disse ela à BBC Brasil.

Para ela, estar na presença de animais é algo "calmo e regenerador".

"Tento ir a um zoológico ou em uma reserva sempre que possível. É algo que faz bem para alma."


Veja mais em http://migre.me/3Qxpl

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Artista belga usa desenhos a lápis para alterar realidade de fotos




O artista belga Ben Heine usa desenhos feitos a lápis sobre papel branco para brincar e interferir na realidade estampada em fotos. Os desenhos se encaixam sobre as imagens das fotos, criando novas realidades a partir das imagens originais.

A série ‘Pencil Vs Camera’ já foi objeto de várias exposições. Sua obra é exibida atualmente na Gallery Garden, em Bruxelas, até o dia 13 de março.

Métodos

Heine, de 27 anos, diz seguir quatro métodos diferentes na confecção de suas imagens. O primeiro método, que ele chama de “tradicional”, é fazer o desenho e fotografá-lo com o cenário atrás. No segundo método, ele segura e fotografa o desenho sobre uma foto impressa em tamanho grande.

Segundo o autodidata Heine, o segundo método permite a ele retocar e alterar seu trabalho até conseguir o resultado final. No terceiro método, ele fotografa sua mão segurando o desenho e depois o “encaixa” digitalmente na foto de um cenário. O quarto método, diz Heine, é criar o desenho pelo computador e encaixá-lo a um cenário também criado digitalmente.

O artista já produziu mais de 40 desenhos para a série ‘Pencil Vs Camera’, iniciada no ano passado. Para ele, o método “é uma maneira excitante de expressão, já que não tem limite”. “Tudo é possível, e a única fronteira é a minha própria percepção do mundo”, comenta.


Veja mais em http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2011/02/08/artista-belga-usa-desenhos-a-lapis-para-alterar-realidade-de-fotos.jhtm

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Rótulos de cachaça e cartazes de bonde ficam em exposição até abril

Rótulos de cachaça e cartazes de bonde ficam em exposição até abril


divulgação

Cartaz integrante do Atelier Mirga

Como parte do ciclo de exposições “Anônimos e Artistas”, projeto desenvolvido pelo Instituto Tomie Ohtake que procura revisitar a origem de uma identidade no design brasileiro, serão apresentadas, a partir do dia 10 de fevereiro para o público em geral, as mostras “Veja ilustre passageiro: o Atelier Mirga e os cartazes de bonde” e “Caprichosamente engarrafada: rótulos de cachaça”.

A primeira traz uma seleção com cerca de 300 obras do Atelier Mirga. Criado e dirigido por Henrique Mirgalowski, ou apenas Mirga, o ateliê produziu, entre 1928 e 1970, mais de oito mil anúncios para bondes e ônibus de São Paulo, dos quais pequena parte está reunida nesta exposição. O que pouca gente sabe é que este escritório foi o único responsável por todos os cartazes de bonde criados para a antiga “Companhia dos Annuncios em Bonds”.

Veja ilustre passageiro: o Atelier Mirga e os cartazes de bonde, com curadoria de Norberto Gaudêncio

Propagandas eram coladas nos bondes

Junior, autor de dissertação de mestrado sobre o tema, nos revela um importante e desconhecido capítulo da arte gráfica brasileira, que muito se contrapõe ao modelo de hoje, marcado por uma publicidade agressiva, pautada por complexas estratégias de gerenciamento de marcas e perfis de consumo.

Paralelamente, Caprichosamente engarrafada: rótulos de cachaça traz cerca de 400 rótulos, além de pedras litográficas, que fazem parte das coleções do designer gráfico e pesquisador carioca Egeu Laus e do extenso acervo da Fundação Joaquim Nabuco, o maior centro de estudos sociais do nordeste brasileiro.

Com curadoria de Egeu Laus, a mostra retrata essa bebida popular que sempre esteve presente no cotidiano brasileiro e que circulou em todos os meios sociais. Com uma provocante reunião de rótulos, impressionantes por sua capacidade de chamar do mais rico ao mais pobre a compartilhar um gole, a exposição busca compreender o brasileiro, sua identidade e sua relação com a modernidade.

Rótulos antigos colados nos vasilhames de cachaça

Anônimos e Artistas
Conjunto de quatro exposições que se concluirá em 2012, Anônimos e Artistas, partindo da mostra de produtos de realização e consumo em massa, provoca um questionamento sobre quais seriam as origens do nosso design, atualmente reconhecido dentro e fora do Brasil, mas ainda em busca de uma definição. Foi idealizado há mais de dez anos pelos designers gráficos Milton Cipis, coordenador da série, Sylvia Monteiro e Ricardo Ohtake, e tem participação ativa da equipe de pesquisa do Instituto Tomie Ohtake.


Serviço

O Que:Cartazes de bonde e Rótulos de cachaça
Quando:
  • de 10/02 a 10/04
    • Terças, Quartas, Quintas, Sextas, Sábados e Domingos das 11:00às 20:00
Confira todas as datas
Quanto:Catraca Livre
Onde:

INSTITUTO THOMIE OHTAKE
http://www.institutotomieohtake.org.br
Rua Coropés, 88 – Pinheiros
(11) 2245-1900

As informações acima são de responsabilidade do estabelecimento e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

Câmera da Pentax tem frente customizável com blocos tipo Lego

A nova câmera da Pentax tem tudo para ser um sucesso. Isso porque, além de boa, ela tem todo um diferencial: uma frente customizável. Ao adquirir o modelo, você leva para casa dois kits de blocos para customizar o seu gadget, um chamado Monotone e outro Safari. Se você quiser, ainda pode comprar blocos diferentes para customizar.

Além disso, ela também tira fotos, né? Tem 14 MP, filmagem em 720p, LCD de 3 polegadas, zoom óptico de 4 vezes, com lente equivalente a 27,5-110mm.

O modelo será vendido no Japão, somente, por 240 dólares.


Morre Leroy Grannis, o pioneiro do click de surf

Considerado o padrinho da fotografia de surf, o californiano Leroy Grannis faleceu na última quinta-feira (3/2), aos 93 anos.

Grannis marcou o esporte com suas imagens no Sul da Califórnia e North Shore de Oahu na década de 60 e início dos anos 70.

Ele ajudou a fundar a Surfing Illustrated em 1962 e contribuiu para todas as grandes publicações de surf da época.

Grannis deixa quatro filhos, seis netos, três bisnetos e uma trineta. Uma cerimônia de homenagem no mar está sendo planejada para junho.


Leroy Grannis era considerado o padrinho da fotografia de surf. Foto: Grannis.


Fonte Surfline.com

Imagem de fotógrafo brasileiro é usada em protesto no Líbano

A imagem de um menino "confrontando" policiais, tirada há sete anos pelo fotógrafo brasileiro Evandro Monteiro em São Paulo, apareceu em um cartaz de uma manifestante no Líbano. A fotografia foi usada durante um protesto em apoio aos opositores do presidente egípcio Hosni Mubarak, que exigem sua deposição.

Divulgação/ Evandro Monteiro
Imagem usada em cartaz durante manifestação no Líbano

Segundo informações do portal G1, Monteiro ficou surpreso ao ver a foto sendo usada em uma manifestação. "Quando vi, levei um susto e pensei: 'o que a minha foto está fazendo em um protesto sobre o Egito?", disse. O cartaz com a imagem traz as frases "Acreditem: a nação está bem" e "De hoje em diante não haverá mais governo. Eu sou o governo".

O nome do fotógrafo brasileiro não foi colocado no cartaz do manifestante, porém o profissional não reclamou sobre isso. "Não tem meu crédito, mas tenho como provar que é minha. Para um fotógrafo, é sensacional ter sua foto no mundo todo e ainda mais se é usada em um protesto para mudar o governo", afirmou Monteiro.

A imagem foi vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo na categoria Fotografia em 2005, e mostra o momento em que um menino aparece na rua querendo enfrentar guardas civis metropolitanos durante um confronto com camelôs no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo.

O fotógrafo disse que descobriu que seu trabalho foi usado em um protesto no Líbano quando viu a capa de um jornal com a imagem do manifestante segurando o cartaz. Monteiro disse que não é a primeira vez que a foto é usada, e informou que não pedirá reparação pelo fato de o trabalho ter sido usado sem sua autorização. "Não há esse interesse porque a foto está sendo usada para o bem de um país".

Do Portal Imprensa

O México profundo nas imagens de um autor, Juan Rulfo

Ao escritor mexicano Juan Rulfo (1917-1986) se deve a mais completa série de estudos etnográficos sobre as populações indígenas do México. E também algumas das mais belas fotografias que retrataram essas culturas, lado menos conhecido do autor do livro Pedro Páramo, o grande monumento literário moderno mexicano do século 20. Parte da enorme coleção de negativos deixados por Rulfo, construída durante os vários anos em que, entre outras lutas, militou pela causa indigenista no México, foi selecionada para o livro 100 Fotografias: Juan Rulfo, que a Cosac Naify lança em parceria com a Editorial RM do México, com ensaios do diretor da fundação que leva o nome do escritor, o arquiteto e historiador Víctor Jiménez, do curador independente Andrew Dempsey e do jovem historiador e curador italiano Daniele de Luigi, os dois últimos responsáveis pela seleção das 100 fotos que aparecem no livro.

Reprodução
Reprodução
Menina que corre em Jalisco

Rulfo publicou as primeiras fotos em 1949, na revista América, realizando sua primeira exposição apenas em 1960, em Guadalajara. Discreto e criterioso, ele só começou a ficar conhecido como fotógrafo após uma grande exposição realizada no Palácio de Belas Artes da Cidade do México, em 1980, acompanhada de um catálogo, Homenaje Nacional, seis anos antes de sua morte. Este seria transformado num livro, Inframundo, que chegou às mãos da crítica e ensaísta norte-americana Susan Sontag (1933-2004), autora de um livro fundamental sobre fotografia e do prefácio da segunda tradução inglesa de Pedro Páramo. De lá para cá outros livros foram publicados sobre sua obra fotográfica, entre os quais Juan Rulfo, Letras e Imágenes (2002), em que é explorada a relação entre literatura e fotografia na obra do escritor.

Ruínas. No livro que está sendo lançado, esse é um aspecto igualmente lembrado, mas é na tragédia da infância de Rulfo que os curadores vão buscar explicações para o aspecto desolador de suas ruínas, de seus desamparados camponeses e da desértica paisagem mexicana. O curador Andrew Dempsey diz que a chave para decifrar essa terra devastada - tão bem descrita em Pedro Páramo, homem frustrado por um amor impossível, vivendo num território fantasmagórico - é mesmo a tragédia enfrentada por Rulfo quando criança. O pai morreu assassinado quanto ele tinha 6 anos - e esse choque é traduzido, em Pedro Páramo, pela loucura de Susana, a paixão juvenil do narrador onisciente, uma morta-viva quando reaparece em Comala, viúva de Florêncio e enlouquecida pelo assassinato do pai.

Rulfo dizia ser difícil reconhecer no território de Jalisco - que abriga a cidade de San Gabriel, onde o escritor passou a infância - traços dos personagens de seus livros, porque as pessoas de Pedro Páramo "não têm cara e só por suas palavras se adivinha o que foram". Claro, estão todos mortos. A morte está em toda a parte no livro e é com ela que começa a narrativa, a de um morto contando sua história a outros mortos num tempo congelado na memória de seu protagonista. Olhando as fotos do livro, é a mesma impressão que castiga a retina do leitor com esse tempo circular em que tudo se repete, revelando uma paisagem imutável, silenciosa e árida, o próprio território da morte.

Núcleos. Dividido em quatro núcleos temáticos, o livro 100 Fotografias: Juan Rulfo, começa com a foto de uma pirâmide de Cempoala, em Vera Cruz, tirada na década de 1950, que marca o capítulo inaugural, dedicado à arquitetura. Mais que o registro documental do passado arquitetônico dos primeiros povos do México, há um drama épico sugerido pelas imagens dessas ruínas de civilizações esmagadas pelo estrangeiro, que levou o ouro do México, deixando desamparadas as comunidades indígenas. Rulfo dizia que essas populações vivem fechadas num hermetismo ancestral que repudia a intromissão de estranhos e é justamente o que se vê no segundo núcleo temático, dedicado aos vilarejos rurais, de camponeses paupérrimos que tanto inspiraram Pedro Páramo (1955) como os contos de Chão em Chamas (1953) - ambos traduzidos por Eric Nepomuceno e publicados pela Record na versão mais recente, de 2004.

O terceiro núcleo temático traz as fotos do começo da carreira do fotógrafo Rulfo, nos anos 1940, paisagens que remetem ao gigantismo de Ansel Adams ou, ainda mais, à composição formal de Edward Weston. Por certo, Rulfo já tinha um olhar educado quando comprou sua Rolleiflex seis por seis, que acabou perdendo. Conhecia bem os fotógrafos estrangeiros e os de seu país - e a forma como se aproxima das camponesas com seus trajes tradicionais e da paisagem mexicana deve muito a Manuel Álvarez Bravo.

Finalmente, no último núcleo, o próprio Bravo surge como personagem entre os amigos do escritor-fotógrafo, além de pessoas de sua família, como a mulher Clara Aparício e sua filha Cláudia, nascida em 1951, três anos após seu casamento. São quase todas fotos dessa mesma década, quando as excursões de Rulfo começaram a ficar mais curtas por conta dos compromissos assumidos com a literatura - especialmente por causa das sucessivas bolsas de estudo concedidas pelo Centro Mexicano de Escritores, fundado pela americana Margaret Shedd (fotografada no último núcleo do livro). Foi ela a figura determinante para que Rulfo publicasse tanto O Chão em Chamas como Pedro Páramo, transformando-o no escritor mexicano mais conhecido fora de seu país, admirado por colegas como o argentino Jorge Luis Borges e o colombiano Gabriel García Márquez.

Foi de García Márquez o maior elogio que Juan Rulfo recebeu. A imprensa cobrava muito de Rulfo uma outra novela depois de Pedro Páramo, mas ele não tinha pressa nem perseguia a fama. "Se eu fosse autor de Pedro Páramo, para mim o mais importante e belo dos romances escritos em língua castelhana, não me preocuparia nem voltaria a escrever jamais em minha vida", disse o Nobel de literatura de 1982, tido como o criador do realismo mágico, do qual Rulfo foi precursor. Rulfo escreveu um pequeno segundo romance, O Galo de Ouro, esboçado em 1956 e filmado por Roberto Gavaldón em 1964, contando a história de um pobre camponês com sorte na briga de galos que é contratado por um ricaço, ambos apaixonados pela mesma mulher. Há uma segunda versão dirigida pelo iconoclasta Arturo Ripstein (El Imperio de la Fortuna, de 1986).

Cinema. Há quem defenda que Rulfo concebeu Pedro Páramo como um filme. A elipse narrativa do romance, que tanto incomodou os críticos na época do lançamento, reproduziria, em termos literários, artifícios da montagem cinematográfica - e ele foi supervisor das salas de cinema de Guadalajara, o que facilitou seu ingresso nesse universo, para o qual contribuiu como roteirista, crítico e consultor histórico (do filme La Escondida, de 1955, dirigido por Roberto Gavaldón, o mesmo da primeira versão de O Galo de Ouro). De qualquer modo, Rulfo não gostava das adaptações de seus textos para o cinema - e Pedro Páramo teve quatro versões, sendo a primeira de 1966, dirigida por Carlos Velo. A última tentativa foi feita há dois anos por outro espanhol, Mateo Gil.

Muitas fotos no livro de Rulfo parecem fragmentos de filmes. A principal delas é a de uma mulher caminhando com uma menina pelas ruas de Mexicaltzingo, Estado do México, em 1960. Lembram - e muito - as imagens que o célebre fotógrafo Gabriel Figueroa (1907-1997) criou para os filmes mexicanos de Buñuel (Os Esquecidos, Nazarín, Simão do Deserto) e também para a primeira versão de Pedro Páramo, que fotografou para Carlos Velo. Figueroa, criado como ele num povoado mexicano, manipulava a luz de forma arquitetônica, enquadrando seus personagens em figuras geométricas projetadas pela sombra, de maneira quase alegórica, como se os "olvidados" mexicanos estivessem confinados, sendo ao mesmo tempo iluminados e destruídos pelo escaldante sol dos áridos povoados mexicanos.

Também nas fotos de Rulfo, a aparição de signos cristãos encontram correspondência nas ruínas zapotecas ou barrocas que emergem com a luz teofânica das imagens (Rulfo teve formação católica e começou a ler na biblioteca de um padre). Como lembra o historiador Víctor Jiménez, "ele fez diversas fotos de portas de igrejas com pessoas que se aproximam ou que delas se afastam", calculando o "possível efeito simbólico" desses gestos. Afinal, antes de tudo, eles revelam a ambivalente relação dos mexicanos com o cristianismo imposto pelo conquistador.


Do Estadao.com.br