quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Angola & Brasil" é o título da primeira exposição do jornalista Francisco Pedro a ser inaugurada hoje

Sé Catedral da cidade de São Paulo é uma das fotografias da exposição Angola e Brasil

Fotografia: Francisco Pedro

"Angola & Brasil" é o título da primeira exposição do jornalista Francisco Pedro a ser inaugurada hoje, às 18h30, na Casa de Cultura Brasil-Angola, na Rua Fernão Lopes, no Bairro Valódia (Combatentes), em Luanda.
Francisco Pedro explicou que as fotografias, os textos, livros e vídeos que compõem a exposição retratam as relações entre os dois países, assim como as semelhanças históricas e sociais, no caso de paisagens e traços arquitectónicos, existentes em Angola e no Brasil.
A descoberta de afinidades tem sido um dos seus interesses por isso se dedica à pesquisa no seu trabalho artístico, que há dois anos tem levado a cabo, depois de ter conhecido a sociedade brasileira, assim como descobrir marcas peculiares que identificam quer a cultura sul americana quer a de Angola.
Segundo o ele, a mostra comporta 20 fotografias documentais, um vídeo, dezenas de livros e seis textos jornalísticos publicados no Jornal de Angola que espelham as ligações política, económica e culturais entre Angola e o Brasil, primeiro país que em 1975 reconheceu a Independência Nacional.
A exposição vai estar patente de 21 a 31 de Outubro com o objectivo de saudar o Dia de Amizade Angola-Brasil, comemorado anualmente na primeira quinzena do mês de Outubro, e o 35ª Aniversário da Independência de Angola.
O jornalista adiantou que as fotografias foram tiradas nas províncias de Luanda, Lunda-Sul, Huambo e Namibe. As que foram feitas no Brasil mostram ambientes dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, alguns dos quais se assemelham a paisagens angolanas.
Antes da inauguração da exposição, o historiador e perito do Fundo das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) Simão Souindoula vai proferir uma palestra com o tema “Angola/ Janga ou continuum bantu no Brasil”. Francisco Pedro informou, ainda, que a exposição conta com a parceria da Casa de Cultura Brasil-Angola, com o projecto Triângulo Turístico “Kanawa Mussulo” e o projecto científico “A Rota do Escravo”.
Para a organização da exposição, concebeu o projecto “Outro”. Trata-se de uma iniciativa multidisciplinar que visa desvendar outras realidades culturais através das artes visuais, de textos científicos, jornalísticos e literários. Engloba também ciclos de palestras e de cinema como complemento indispensável.

Início da carreira

Francisco Pedro, também conhecido nas lides artísticas por “KETH”, nasceu em Luanda e começou a fazer as suas primeiras fotograias em 1992, foto analógica (PB e Cor), entre Luanda e Kanguenhe (Kwanza-Norte).
A sua carreira artística começou a ser esboçada em 2001, quando frequentou o Curso de Introdução à Técnica e Linguagem Audiovisual, em Luanda (Cena Lusófona). Estudou escrita de Argumento para diferentes géneros audiovisuais, no Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), em 2005 e frequentou o Curso de Cinema de Animação, no Instituto Camões – Centro Cultural Português, em 2008.
De 2006 a 2009, Francisco Pedro participou em vários seminários de formação sobre Fotografia Contemporânea. Em 2004 começou a colaborar com o Ministério da Cultura, como jornalista e pesquisador do Carnaval de Angola, e foi co-fundador da Revista Carnaval, editada anualmente por aquele Ministério.
Foi colabor na Televisão Pública de Angola (TPA) em 2004 e 2005 e participou na sessão de formação em Documentários “ÁFRICADOC”, em 2007, tendo sido aprovado o seu projecto “Um Sonho”, sobre uma das personalidades da Luta de Libertação Nacional.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Exposição fotográfica homenageia Dia das Crianças em Boituva

A mostra foi promovida pela APAE.

Bruno Prieto
Foto
Evento reuniu cerca de setenta pessoas

As crianças que estudam e fazem atividades na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Boituva puderam acompanhar de perto a exposição fotográfica em homenagem ao Dias das Crianças, promovida pela entidade. O evento foi realizado no dia 15 de outubro (sexta-feira).

A mostra, que estava prevista para acontecer na Praça da Matriz, ocorreu na própria sede da instituição - devido a forte chuva. O evento trouxe 18 fotografias fixadas em uma lona de 5x2 metros e foi desenvolvida pelo fotógrafo Bruno Prieto. A apresentação contou com a participação de aproximadamente setenta pessoas.

Segundo a diretora da APAE, Neuza Felipe Domingues, o evento trouxe outra visão da instituição à sociedade. “Fiquei contente com o resultado final da exposição. Percebi que os pais gostaram das imagens expostas”. A população também aprovou o projeto. “As fotos ficaram ótimas. As crianças adoraram, fizeram até pose”, brincou Gilda Carriel - mãe de um dos alunos.

O foco da instituição é capacitar pessoas com deficiência intelectual através da escola de Educação Especial e da Entidade de Assistência Social. A equipe de trabalho conta com professor, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, dentista, psicóloga e fisioterapeuta. A instituição é mantida com verbas dos governos municipal, estadual e federal.

Manhã especial para as crianças

Na próxima quarta-feira, 20 de outubro, a APAE realizará uma manhã especial para as crianças da entidade. O evento contará com diversas guloseimas, atividades de ensino e um parque móvel com vários brinquedos, como cama elástica e piscina de bolinha. O evento acontece das 9h às 11h. Os interessados em ajudar a entidade devem entrar em contato através do telefone (15) 3263-2300. Ou ainda enviar e-mail para apaeboituva@terra.com.br.

Latinos discutem identidade

Questionar a identidade da fotografia latino-americana e o papel da própria fotografia dentro da sociedade contemporânea. Com esse mote começa hoje, no Itaú Cultural, o 2.º Fórum Latino-Americano de Fotografia. Sob o tema Fora de Casa, Fora do Eixo, Exílio e Migrações na Fotografia, durante quatro dias, 45 convidados participam de mesas de debates, workshops e leituras de portfólios. A ideia do debate surgiu após a verificação de, segundo o curador do evento Iatã Cannabrava, uma diáspora em relação à fotografia: "Com a expressão Fora de Casa, estamos falando de como, em pouco tempo, nossas origens se tornaram destinos (a diáspora europeia virou a diáspora latina)", diz. "Com Fora do Eixo, mudamos o foco da discussão para o campo dos meios e suportes. Nesse vaivém, estamos sempre tentando definir e redefinir uma fotografia latino-americana."

Giselle  Beiguelman/Divulgação
Giselle Beiguelman/Divulgação
Produção jovem. Obra de Giselle Beiguelman, na mostra História de Mapas, Piratas e Tesouras

Num momento em que as ferramentas de produção e disseminação de imagem se tornam cada dia mais híbridas, levando-nos a refletir também sobre o conceito da própria imagem, os debates do Fórum pretendem defender a existência, sim, de um espaço fotográfico, que aumenta a cada ano, e checar a produção contemporânea: discussões que começaram a ser fomentadas na primeira edição do encontro, em 2007, quando pela primeira vez se tentou criar uma rede de intercâmbio entre fotógrafos, produtores culturais e curadores latino-americanos para discutir fotografia. Três anos depois, com a rede de intercâmbio já mais consolidada, as questões que definem a produção da nossa imagem são intensificadas por meio de depoimentos de fotógrafos como o cubano Alberto Morell, há anos radicado no Estados Unidos, ou o italiano Paolo Gasparini, que vive na Venezuela.

Além do Fórum, há também a mostra História de Mapas, Piratas e Tesouros, com curadoria de Eduardo Brandão e cocuradoria do coletivo Cia. de Foto. O título vem numa alusão lúdica: "Queria algo que fizesse sentido dentro do desenvolvimento da história da fotografia e discutir o sentido de imagem hoje."

Tesouro cultural. A questão dos mapas apareceu ao verificar que os fotógrafos, por meio de suas obras, procuram entender sua geografia e a cidade na qual haviam nascido. A noção de Tesouros se deu pela forma de apresentação dos trabalhos: "Com tecnologia digital, em vez do conhecido portfólio, muitos apresentam suas fotos já sob a forma de livro", explica Brandão. A palavra tesouro como cultura. E o termo Pirataria recoloca em cena a questão da apropriação e autoria tão discutida no campo das artes.

Como diz Iatã Cannabrava: "O fórum se assume como um espaço para discutir não só o lugar da fotografia, mas a existência de uma estética latino-americana."


2º FÓRUM LATINO-
AMERICANO DE FOTOGRAFIA
Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, 2168-1776. 9h/20h (sáb. e dom., 11h/20h). Grátis. Até 24/10. Informações: www.forumfoto.org.br/pt

'Cidade de Deus' é 6º melhor filme de ação da história, diz 'Guardian'


O filme Cidade de Deus (2002), do diretor brasileiro Fernando Meirelles, foi incluído na sexta posição em uma lista com os 25 melhores filmes de ação de todos os tempos, divulgada nesta terça-feira pelo jornal britânico The Guardian.

Desde o último sábado, os jornais The Guardian e The Observer vem publicando listas com os 25 melhores filmes que seus críticos consideram os melhores em sete gêneros, um por dia, entre eles ação, romance e policial.

O filme de Meirelles, que recebeu quatro indicações ao Oscar em 2004, divide a lista de filmes de ação com clássicos como Apocalypse Now (1979, do diretor Francis Ford Coppola), em primeiro lugar, Intriga Internacional (1959, de Alfred Hitchcock), em segundo, e Era Uma Vez no Oeste (1968, de Sergio Leone), em terceiro.

A lista também inclui o clássico de 1938 As Aventuras de Robin Hood, de Michael Curtiz e William Keighley, na 15ª posição, e sucessos contemporâneos como O Tigre e o Dragão, do diretor Ang Lee, lançado em 2000, na nona posição.

Goldfinger (1964), filme do diretor Guy Hamilton com o agente 007, é 17º na lista.

O fotógrafo e artista digital norte-americano Lester Weiss faz exposição em Jantar Indiano, no Espaço Cultural Ungambikkula

No próximo sábado, dia 23, a partir de 20h, acontece a 1ª Noite Wallakhylia no Espaço Cultural Ungambikkula, evento gastronômico que marca a abertura da exposição “Índia, um sonho acordado”, do fotógrafo e artista digital Lester Weiss.

A arte culinária é assinada por Mukunda Dassa (membro da Cooperativa Cultural Ungambikkula), e Guilherme Guedes (ex- chef do Superbacana), acompanhada pela música de Vinadhara Vassuprem, artista da casa e Aimar Tassi Casanova, tradicional dançarina de temas indianos da cidade de Atibaia/SP.

Vinadhara Vassuprem, que em 2007 gravou o CD lounge, “Hrudaya, o Silêncio da Alma”, traz uma somatória entre a originalidade e sacralidade indiana e o refinamento e a elaboração do violão brasileiro para o evento.

Já Aimar Tassi, mostra parte de sua pesquisa, que há mais 10 anos engloba o trabalho de danças sagradas do oriente.

O evento marca especialmente a abertura da exposição do fotógrafo e artista digital Lester Weiss. Nascido no Brooklyn, New York em 1955, formou-se na University of California at Berkeley, em Estudos Interdisciplinares, com ênfase em Cinema e Artes. Começou a fotografar no início dos anos oitenta e fez pós-graduação em Fotografia e Arte na San Francisco State University.

Em seus primeiros anos como fotógrafo , concentrou-se em projetos documentários, fotografando “momentos decisivos”, incluindo um trabalho sobre moradores de rua em San Francisco, um trabalho sobre sócios do Brighton Beach Baths and Racquetball Club (clube recreativo) em Brooklyn, New York, paisagems urbanas de Los Angeles, etc. Após muitos anos de fotografia tradicional, fez a transição para a fotografia digital em 2003 e vivenciou um renascimento de produtividade e uma transformação de ênfase, resultando numa fotografia mais abstrata, como uma pintura, um tipo de visualização do realismo mágico ou do realismo poético.

O artista realizou muitas exposições, tanto solo quanto em grupo, a maioria delas nos Estados Unidos. Seus trabalhos tem sido expostos a convite em galerias online em sites de arte de vários paises (Chile, Espanha, Itália e Estados Unidos). Suas fotos tem sido publicadas em livros, catálogos de fotografia, revistas, jornais e dvds.

Serviço

Espaço Cultural Ungambikkula

Av. Sta Isabel, 1834

Data: sábado, 23 de Outubro

Hora: a partir de 20h

Convites: 65,00


Cinegrafista da EPTV ganha prêmio Herzog por flagrante em rebelião

O repórter cinematográfico da EPTV Campinas Carlos Velardi é o vencedor do 32º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humano na categoria imagem. A premiação foi concedida pelo flagrante feito na rebelião dos internos da Fundação Casa, no dia 12 de agosto. A lista completa dos vencedores vai ser divulgada nesta terça-feira (19).

A premiação acontecerá no dia 25 de outubro, no Teatro da Pontifícia Universidade Católica (Tuca), em São Paulo. O prêmio é o principal do jornalismo brasileiro na área de direitos humanos e conta com a parceria do Instituto Vladimir Herzog desde 2009.


No dia 12 de agosto, internos da unidade Jequitibás da Fundação Casa, no Jardim São Vicente, fizeram uma rebelião que durou cerca de nove horas. O motim começou às 18h30 e terminou por volta das 3h30 do dia 13. Os menores tentaram uma fuga em massa, mas foram surpreendidos pela polícia.

Cinco adolescentes foram feitos reféns. Eles ficaram feridos após serem espancados com pedaços de madeira, barras de ferro e até um extintor de incêndio. Os internos expulsaram os funcionários e também colocaram fogo em colchões e quebraram postes. A área foi isolada pelos policiais, que contaram com o apoio de duas viaturas do Corpo de Bombeiros e do helicóptero Águia.


Veja vídeo em http://eptv.globo.com/noticias/NOT,0,0,311285,Cinegrafista+da+EPTV+ganha+premio+Herzog+por+flagrante+em+rebeliao.aspx

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Fotógrafo registra últimos anos do pai

Lidar com a morte e com o envelhecimento não é nada fácil. Mas a arte, em alguns casos, pode ser um caminho para absorver a realidade inexorável. Um bom retrato disso é o livro “Dias Com Meu Pai” (Ed. Alles Trade), do fotógrafo inglês Phillip Toledano, que trabalha em Nova York e é conhecido por suas imagens bizarras.

Depois de perder a mãe subitamente, em 2006, vítima de um aneurisma cerebral, Toledano decidiu registrar o tempo que lhe restaria de convivência com o pai. Apesar de não sofrer de Alzheimer, ele havia perdido a memória de curto prazo e perguntava pela esposa o tempo todo.

As fotos, acompanhadas de histórias e reflexões, foram publicadas em um blog até 2009, quando o pai do fotógrafo morreu, aos 99 anos, de velhice. O material foi visto por mais de 1,4 milhões de pessoas e ele recebeu mais de 20 mil comentários. “Foi uma experiência incrível, que fez com que eu me sentisse menos sozinho no mundo”, conta o fotógrafo ao UOL Ciência e Saúde.

Segundo ele, a maior parte das mensagens enviadas era de agradecimento pela honestidade com que relatou sua experiência. Reações que, segundo Toledano, serviram de inspiração para transformar o projeto em livro e, de certa forma, lhe ajudaram a lidar com a dor da perda – no espaço de três anos, o fotógrafo vivenciou a morte não só dos pais, mas também de um tio e uma tia.

Para quem perdeu uma pessoa próxima, “Dias Com Meu Pai” pode ser comovente demais. Para quem não gosta nem de pensar na velhice, pode causar uma pontada incômoda. Mas é difícil não sentir essa gratidão, inexplicável, pelo trabalho de Toledano, ao folhear a última página do livro. Afinal, quem vai se safar do envelhecimento ou da morte?


"Dias Com Meu Pai"

Autor: Phillip Toledano

Editora: Alles Trade

Páginas: 92

Preço: R$ 55