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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

03/08/2010 20h15 - Atualizado em 03/08/2010 20h40 Câmera portátil que faz filmes em 3D chega ao Brasil por R$ 1,8 mil



Por Gabriel dos Anjos

A Aiptek apresentou nesta terça-feira (3) em São Paulo a filmadora portátil i3, capaz de filmar e tirar fotos em três dimensões. Com preço sugerido de R$ 1,8 mil, o

pequeno gadget permite visualizar filmes e fotografias em 3D em seu visor embutido, sem a necessidade de utilizar óculos especiais. Segundo a companhia de Taiwan, o lançamento será simultâneo no Brasil,

Europa e Estados Unidos, com previsão de chegada da câmera para o consumidor final no início de setembro.

O usuário só precisa de lentes específicas para ver os vídeos em monitores de computador, ou na TV. Um recurso interessante é que, nos caso dos monitores, mesmo que não tenham suporte a 3D, é possível exibir nessa

tecnologia graças a um programa - já incluso no pacote - que faz a conversão.

Os candidatos a James Cameron não vão precisar memorizar diversos comandos para

utilizar a câmera. Ela possui apenas quatro botões, e tem operação bastante simples.

Além da badalada terceira dimensão, ela conta com gravação em HD (720p, ou seja, 720 linhas de resolução em 30 quadros por segundo), câmera fotográfica de 5MP, suporte a

cartões micro SD/SDHC de até 32GB, microfone e alto-falantes internos, saída HDMI e bateria com duração de 2 horas.

A carga é feita por cabo USB que, aliás, acompanha o produto (assim como os óculos) e fica preso ao mesmo para evitar perdas e esquecimentos. Ótimo para os

"esquecidinhos". Já o compartilhamento dos vídeos pode ser feito diretamente da

câmera para o Youtube 3D ou
Facebook.

Já no mercado de filmadoras digitais HD e Full HD, a Aiptek apresenta, ainda, os modelos Full HD AHD H5 Extreme+, que grava, como o próprio nome sugere, em Full HD (1080p) e ainda possui com zoom óptico de 5x, 12MP, 4GB de memória (com suporte até 32GB ). O preço sugerido é de R$ 1 mil.

A HD AHD T8, modelo mais econômico (R$ 500), filma em 720p e fotografa em 8 MP. Ela é capaz de filmar em até 60 quadros por segundo, o que dá mais qualidade a imagens com movimentos rápidos. A filmadora vem com cartão de 2 GB (suporta até 32 GB) conexão HDMI e cabo USB embutido. Projetor Também em setembro chegará ao Brasil o projetor portátil Pocket Cinema V10, com tamanho próximo a um smartphone. Ele será vendido por R$ 1 mil.

O V10 é versátil o suficiente para ser acoplado a notebooks, PCs, TVs, DVDs, celulares, vídeo games, e, assim, projetar em superfícies planas, imagens de até 50 polegadas. Também aceita cartão de memória para reproduzir apresentações com resolução é VGA. Ele ainda possui controle remoto e alto-falante com som estéreo e a durabilidade da lâmpada de LED é de 10 mil horas, ou cerca de 420 dias ininterruptos de uso.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O futuro dos CCD´s

Capturar 1000 imagens por segundo, sob iluminação abaixo de 0,1 lux, com pouco mais 8 mega pixel´s. Parece surreal, não é? Parece, mas não é!

A Sony, em um relatório técnico que foi apresentado pelo vice-presidente Tomoyuki Suzuki numa conferência internacional em fevereiro nos EUA, declarou as metas para desenvolvimento de super sensores. Veja abaixo a história dos CCD´s e o seu futuro na matéria abaixo:

A meta com os sensores CCD era ultrapassar a qualidade do filme
Tomoyuki Suzuki trabalha no desenvolvimento de sensores de imagem para a Sony desde 1979. Em entrevista, ele descreveu sua entrada na companhia:
- Eles me mostraram protótipos da Mavica (pioneira câmera eletrônica que gravava a imagem em disquete) e disseram assim: "Você vai desenvolver CCDs para essas câmeras. E o seu rival é o filme."
A tecnologia CCD foi inventada em 1969 na Bell Labs e desde então sua evolução pode ser explicada em termos da diminuição do tamanho do pixel na superfície do sensor, resultando em resoluções cada vez mais altas, com um incremento de cerca de 2 megapixels por ano ao longo dos últimos 15 anos. A superfície do pixel diminuiu 100 vezes desde 1987, com um aumento correspondente no rendimento, graças a técnicas de construção mais refinadas. O ponto alto do desenvolvimento dos CCDs para câmeras foi o lançamento em 1999 dos sensores para DSLRs usando o formato APS-C, que tem 13 vezes mais área de superfície que o típico sensor de câmera compacta, possibilitando finalmente superar as características de captura do filme 35mm. Desde então, o mercado de DSLRs não para de crescer; estima-se que 10 milhões delas serão vendidas em 2010. Hoje, a Sony é a maior fabricante de sensores do mundo e atua como fornecedora de componentes para várias empresas fotográficas.

A meta com os sensores CMOS é ultrapassar a visão humana
Essa tecnologia possui vantagens de implementação em relação aos CCDs e é hoje usada em câmeras avançadas e câmeras de celulares. A principal vantagem é a velocidade de leitura da imagem, permitindo a criação de câmeras que capturam ao mesmo tempo vídeo e fotos de alta qualidade. Novos sensores Exmor R com a exclusiva tecnologia de retroiluminação permitem usar lentes com maior abertura, proporcionando grande aumento na sensibilidade.

Futuro dos sensores de imagem digital: enxergar o que o olho não vê
A Sony espera que os sensores do futuro vençam as limitações do olho humano para produzir imagens "imaginadas" e não apenas "vistas", livres das limitações atualmente impostas pela luz disponível e pelo tempo de exposição.
Tecnicamente, a meta atual é captura a uma taxa de 1000 imagens por segundo, sob iluminação abaixo de 0,1lx (equivalente a uma noite de lua cheia), com resolução de 4Kx2K (3840x2160 = 8,2 megapixels). Essas características técnicas extremamente ambiciosas são o que permitirá a fusão total da câmera fotográfica e da filmadora num só aparelho que seja acessível para o consumidor.
Além disso, os engenheiros da Sony já desenvolveram um sistema de imagem 3D que usa uma lente especial combinada a um par de sensores. A intenção agora é conseguir gerar imagens 3D com um único sensor, o que tornará possível produzir câmeras 3D para o mercado consumidor de massa.
O projeto mais exótico da empresa é a criação de um sensor esférico que siga de perto o desenho de um olho humano. A tecnologia existente de sensores retroiluminados de finíssima espessura permitirá que eles ganhem superfícies curvas, permitindo a captura de imagens grande-angulares usando um conjunto óptico muito mais simples que as objetivas atuais.