sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A arte dos fotógrafos que buscam um sentido mais profundo na representação monocromática da natureza

Fernando Candelária Guilherme Mallmann André Paiva Araquém Alcântara



Tema querido por nove entre dez fotógrafos, em especial os de final de semana, a natureza é exaustivamente celebrada em fotos. Onde quer que haja uma paisagem verdejante, um caminho florido, montanhas que se perdem no azul, cachoeiras em queda livre, diante disso tudo haverá, em algum momento, um tripé, uma câmera e um embasbacado colecionador de imagens. Aos que levam essa tarefa bem além do clique despretensioso, um desafio se impõe: tirar do cenário um registro marcante, tecnicamente bem executado e dotado de virtude artística. Único. E uma das formas de se alcançar resultado tão preciso é recorrer a um expediente que já foi imposição técnica: a fotografia em preto e branco. Só que o estilo cujo grande expoente foi o norte-americano Ansel Adams (1902-1984) também guarda seus segredos. Não falta, porém, quem se disponha a desvendá-los.

"Acredito que o PB apresenta uma atmosfera mais poética, criando uma atemporalidade que faz com que as pessoas questionem o quando, o quanto tempo faz", opina Luiz Fernando de Almeida Candelária Júnior, ou apenas Fernando Candelária, fotógrafo de 41 anos natural de São Paulo. Morando desde criança em Taubaté (SP), cidade localizada no Vale do Paraíba, entre a Serra da Mantiqueira e o litoral norte de São Paulo, ele aprendeu cedo a conviver e a apreciar a natureza. Formado em publicidade e propaganda, pós-graduado em comunicação, novas tecnologias e educação e mestre em administração na área de gestão e desenvolvimento regional, Fernando teve aulas de fotografia na faculdade. Depois, fez alguns cursos na escola de fotografia Focus, de São Paulo. Quando acabou a faculdade, em 1991, abriu o Projection Photo Creation, escritório onde havia um estúdio fotográfico profissional e uma agência de modelos e no qual produzia fotos para publicidade e moda. "Paralelamente a isso, sempre tive um trabalho autoral, produzindo algumas imagens mais ligadas à arte fotográfica nas incursões que eu fazia pelas cidades do Vale do Paraíba", destaca.


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Feira de arte moderna Arco faz 30 anos

Uma das principais feiras de arte contemporânea do mundo, a Arco, abre suas portas ao público em Madri, na Espanha, nesta sexta-feira, celebrando 30 anos.

Divulgação/Arco
Divulgação/Arco
Edição 2011 exibe mais de 1.200 obras

Uma retrospectiva especial com fotografias das três décadas da feira marca estas nova edição, que traz pinturas, esculturas, fotografias e instalações de 197 galerias de 26 países, inclusive o Brasil.

Os organizadores esperam superar a média de 150 mil visitantes de 2010.

A ARCO permanecerá aberta até o próximo domingo com ofertas a todo o tipo de colecionador. A peça mais cara da feira custa R$ 2,7 milhões e a mais barata R$ 700,00.

Dividida em três seções - Solo Projects Focus, Opening e Arco 40 -, a edição 2011 exibe mais de 1.200 obras que vão da chamada vanguarda histórica às performances ao vivo.

Entre os destaques deste ano estão galerias de países emergentes. A Rússia é a nação homenageada. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Fotógrafo registra vida selvagem em vários continentes

Durante mais de duas décadas, o fotógrafo mexicano Patricio Robles Gil captou a beleza encontrada em reservas naturais de várias partes do mundo, algumas delas livres da influência da homem.

"Tive o privilégio de caminhar e me perder durante dias, às vezes a cavalo, nesses ecossistemas intocados e isso te deixa uma marca muito profunda", diz ele.

O fotógrafo viajou pelo Pantanal Mato-grossense, onde ficou impressionado com a quantidade de onças pintadas que encontrou.

"Demorei anos para conseguir encontrar uma onça frente a frente. Não acho que haja outro lugar no mundo onde seja possível garantir que é possível ver uma onça. Foi maravilhoso. Nos primeiros 30 dias, vi 17 onças. No segundo mês, vi outras 40."

Para Robles Gil, divulgar fotos de áreas silvestres representa um grande conflito. Por um lado, segundo ele, é necessário comunicar a beleza dessas regiões e a necessidade de protegê-las. Por outro, a divulgação pode causar uma explosão de ecoturismo com impacto negativo para esses locais.

"Hoje em dia, acho que não é correto eticamente que alguém possa visitar parques e reservas no mundo e ser apenas espectador. Mesmo que não sejam fotógrafos ou ambientalistas, os visitantes tem que fazer algo", diz o fotógrafo.

"Nos últimos 20 anos, tenho visto como está aumentando a fragmentação das áreas selvagens, o que vai isolando esses espaços e afetando a viabilidade de várias espécies no futuro."

Robles Gil diz que é preciso que os visitantes se comprometam ou "estas áreas selvagens vão desaparecer".

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Aline Prado, a Globeleza, posa para o Paparazzo. Veja fotos do making of!

O carnaval é em março, mas o Paparazzo já esquentou os tamborins. Neste sábado, 5, vai ao ar o ensaio de Aline Prado, a Globeleza. A carioca de 24 anos, que está no posto há seis, posou no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio, e exibiu as curvas que lhe valeram o título. Veja abaixo fotos dos bastidores!

Claudia Dantas/Cia de Foto

Aline Prado, a Globeleza, posa para o Paparazzo no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio. Ensaio vai ao ar neste sábado, 5

Claudia Dantas/Cia de Foto

A Globeleza foi fotografada por Marcos Serra Lima

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Astro de Harry Potter está envolvido em mais duas produções

Divulgação/Warner Bros.Divulgação/Warner Bros.

Daniel Radcliffe, o eterno Harry Potter


Daniel Radcliffe, o eterno Harry Potter, se juntou ao elenco da produção independente The Amateur Photographer, segundo a revista americana Variety. O famoso ator da série de J.K. Rowling será dirigido por Christopher Monger, também responsável pelo roteiro do longa.

A história se passa durante os anos 70 na região da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, e mostra um jovem (Radcliffe) que descobre seu talento para a fotografia após ser recrutado para registrar o dia a dia e os momentos íntimos dos habitantes de uma pequena cidade.


O filme ainda não tem data de lançamento, mas Radcliffe está envolvido em mais duas produções, além da aguardada segunda parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte. Os longas sãoThe Woman in Black, um suspense sobrenatural, e The Journey is the Destination, onde Radcliffe também interpreta um fotógrafo.

Ambos os filmes têm lançamento previsto ainda para 2011.

Cineasta pernambucano Leo Sette é premiado em concurso nacional de fotografia

O cineasta pernambucano Leonardo Sette foi um dos três premiados do concurso nacional do Diário Contemporâneo de Fotografia. Ele foi o único fotógrafo de Pernambuco selecionado entre os 21 finalistas. Havia mais de 300 candidatos inscritos.

Sette, que ganhou R$ 10 mil pelo prêmio, vai expor suas fotos em março em uma exposição em Belém (PA). O trabalho vencedor foi a série As luzes inimigas, produzida em Paris. O tema do concurso este ano foi Crônicas urbanas.

Além das fotos feitas na França, Leo Sette também particiopou com dois fotogramas do curta-metragem Ocidente, que recebeu diversos prêmios e participou de vários festivais brasileiros e estrangeiros.

O cearense Silas José de Paula a paraense Roberta Carvalho foram os outros dois premiados. A comissão de seleção foi formada pelos curadores Tadeu Chiarelli, Marisa Mokarzel e Alexandre Sequeira. No ano passado, o pernambucano Mateus Sá também ficou entre os finalistas.

'Penitentes' inicia oficina Fotografia Documental

Em imagens, o mistério da fé. Para compor a série “Penitentes: dos Ritos de Sangue à Fascinação do Fim do Mundo”, o fotógrafo Guy Veloso foi até comunidades distantes do interior do país e passou vários períodos, como Semana Santa e Dia de Finados, em busca de grupos que ainda hoje realizam rituais de penitência.

Foram oito anos para fotografar 118 grupos em todas as cinco regiões do Brasil. Mas até chegar à completude, Guy construiu uma rede de informações e contatos necessários para planejar suas viagens e até mesmo obter permissão para fotografar. O percurso deste projeto será o cerne da oficina “Fotografia Documental”, o segundo curso oferecido pelo II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas presencialmente no Museu da UFPA, até 11/03.

Saber como elaborar um projeto de pesquisa e de realização de um ensaio deste gênero é o primeiro passo para a consolidação de um trabalho, segundo o próprio ministrante. Com o recorte do projeto “Penitentes”, densa pesquisa iniciada em 2002, Guy foi convidado pelos curadores Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias para compor a mostra oficial da 29ª Bienal de São Paulo em 2010.

Para a oficina, o fotógrafo vai mostrar como se desenvolveram as pesquisas prévia e de campo. “Vou falar sobre como elaborar um projeto prático de fotografia documental e das fases que envolvem o planejamento, desde a escolha do tema, até a pré-produção, os contatos, a exibição, pós-produção, etc”, explica. Além disso, a oficina também prevê elementos que envolvem, por exemplo, técnicas de abordagem pessoal.

PESQUISA

Para fotografar os grupos de alimentadores das almas, como também são conhecidos os penitentes, Guy precisou contatar antes historiadores, sociólogos, antropólogos, e entidades como secretarias de cultura municipais, além de representantes dos próprios grupos. Antes de fotografar, sempre procura conversar com os fotografados, entender como se dá o ritual, imaginar qual a melhor localização para fotografar, qual fonte de luz aproveitar. “Meu equipamento é discreto e o primeiro contato é sem a câmera.

Já fiquei quatro anos para obter autorização e quando consegui o pneu do carro que eu estava furou”, conta. Isso aconteceu em Juazeiro, na Bahia. O nordeste foi a região onde tudo começou e onde se tem maior registro de penitentes. Mas em 2009 Guy começou a supor poderiam existir penitentes nas cinco regiões brasileiras.

Jamais pesquisador algum divulgou essa informação. Guy Veloso testemunhou os grupos religiosos de norte a sul. A pesquisa foi o suporte essencial para a realização do projeto, que no início era intuitivo. “Agora é tudo mais sistematizado. O estudo é fundamental. É importante sempre querer saber mais sobre o assunto, tanto historicamente quanto emocionalmente. O ensaio sai sempre melhor”, destaca o fotógrafo.

Exemplos do envolvimento emocional foram algumas intempéries no meio do projeto, como acidente de carro em Sergipe, furto de uma câmera filmadora em Aracajú, dengue em Oriximiná, depressão no Ceará em decorrência do tema e brigas por telefone com a então namorada. “Nunca pensei em desistir, mas uma vez já `dei um tempo’, saí de Juazeiro com raiva, estava ficando tenso demais com os cânticos tristes e evocações à morte. Fui para Recife, para a praia e fiquei apenas dois dias. Voltei correndo para lá, para o sertão, para o meu tema”.

PARTICIPE

Oficina “Fotografia Documental”, com Guy Veloso. Inscrições gratuitas no Museu da UFPA (Av. José Malcher,1192, Nazaré). Período da oficina: 22 a 26/03. Informações: 3224-0871 e www.diariocontemporaneo. com.br.

SAIBA MAIS

Guy Veloso

www.fotografiadocumental.com.br

(Diário do Pará)