quarta-feira, 20 de abril de 2011

Fotógrafo e documentarista morrem em ataque na Líbia




Um fotógrafo e um documentarista ocidentais morreram nesta quarta-feira (20) durante um ataque de morteiro na cidade líbia de Misrata.
O documentarista e fotojornalista Tim Hetherington, nascido na Inglaterra e radicado nos EUA, que chegou a concorrer a um Oscar, e Chris Hondros, da agência Getty, foram mortos enquanto trabalhavam na cobertura da guerra civil entre os rebeldes oposicionistas e forças leais ao ditador Muammar Kadhafi. Hondros chegou a receber cuidados médicos, mas não resistiu e morreu.

Outros dois fotógrafos ficaram feridos: Michael Brown e Guy Martin também se machucaram.

As informações foram confirmadas por colegas e fontes médicas na cidade, tomada pelos rebeldes e sitiadas por forças pró-governo.

Eles teriam sido atingidos na Rua Trípoli, principal área de confrontos na cidade sitiada.


Sebastian Junger e Tim Hetherington (à direita), diretores de 'Restrepo', em foto não datada (Foto: Tim Hetherington/Outpost Films via The New York Times


Sebastian Junger e Tim Hetherington (à direita), diretores de 'Restrepo', em foto não datada (Foto: Tim Hetherington/Outpost Films via The New York Times)
Um colega, no Facebook, chegou a informar erradamente que Hondros também tinha morrido. Mas depois foi confirmado que ele estava gravemente ferido.

Hetherington foi um dos diretores do documentário "Restrepo", sobre a guerra do Afeganistão, vencedor do Festival de Sundance e indicado ao Oscar no ano passado.
Jornalista de origem britânica, ele cobriu inúmeros conflitos ao longo dos seis últimos anos.
Ele chegou a ganhar o World Press Photo Award em 2007 por suas fotos de soldados americanos no Afeganistão.


O trabalho foi base para o documentário.

Os rebeldes afirmaram que cinco civis morreram na cidade nesta quarta vítimas de morteiros lançados pelas forças oficiais.


Jornalistas na mira

Um cinegrafista da rede qatariana Al Jazeera, Ali Hassan Al Jaber, já havia sido morto, e um outro jornalista da rede ficado ferido no dia 12 de março em uma emboscada perto a Benghazi, bastião da oposição no leste líbio.
Mas Hetherington foi o primeiro jornalista de um veículo estrangeiro a ser morto na Líbia desde o início da insurreição contra o regime do coronel Kadhafi, em 15 de fevereiro.


Vários jornalistas foram também presos e disseram ter sido torturados pelo regime líbio.





Cena do documentário 'Restrepo' (Foto: Divulgação/Divulgação

Fotógrafo capta criaturas luminosas no oceano


O fotógrafo Joshua Lambus, de 25 anos, costuma documentar minúsculos animais marinhos luminosos no mar do Havaí durante mergulhos em águas profundas na região.







Veja galeria de imagens em http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/2640-criaturas-luminosas-no-oceano

A coleção impressionante de imagens produzidas por Lambus inclui águas-vivas, polvos, lulas, camarões e diversos tipos de peixes brilhantes. Boa parte deles tem até quatro centímetros de comprimento.

Os animais foram encontrados a grandes profundidades na costa da ilha Havaí, a maior do arquipélago.

Segundo Lambus, as fotos são tiradas em mergulhos noturnos. De barco, ele vai até cerca de cinco quilômetros longe da costa e mergulha na completa escuridão.

O fotógrafo acumula imagens feitas durante mais de 400 mergulhos em águas profundas.

Ele diz que "falta de luz e de referências é o mais próximo que posso imaginar de estar no espaço".

Cisco anuncia o fim da câmera digital Flip





A empresa americana Cisco Systems anunciou nesta terça-feira que vai parar de fabricar a câmera filmadora Flip. O produto é um pouco maior que um smartphone e sua finalidade é a de fazer fotos e vídeos amadores com boa qualidade.

Muitos analistas já haviam previsto que as câmeras de celular iriam evoluir tanto que o público amador não precisaria mais de um aparelho exclusivamente dedicado a capturar imagens.O lançamento do iPhone 4 confirmou essas expectativas. Sua câmera tem 5 megapixels, flash, permite indicar o foco da imagem, bate fotos de objetos próximos sem que a imagem fique embaçada e processa as imagens de modo a representar luz e sombra com clareza.

A Flip já foi um produto de sucesso, tendo conquistado 13% do mercado de câmeras digitais em 2008, logo no primeiro ano depois de seu lançamento. O New York Times atribuiu o sucesso à simplicidade da câmera e seu baixo custo.

Empregos - A Cisco anunciou também que, devido a mudanças de rumo da empresa, vai fechar 550 vagas de empregos ligados à fabricação da filmadora. A câmera foi uma das razões da Cisco para comprar a Pure Digital Technologies, criadora da Flip, por 590 milhões de dólares (aproximadamente 938 milhões de reais) em maio de 2009.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Celures com câmeras devem passar de 1 bi em 2011

HELSINQUE - As vendas de celulares com câmeras ultrapassarão a marca de um bilhão de aparelhos neste ano, com a ajuda da ponta mais cara do mercado, informou na quinta-feira o grupo Strategy Analytics.


"A crescente qualidade dos celulares com câmera de alto preço vêm se tornando séria ameaça ao mercado de câmeras digitais simples", disse o analista Neil Mawston.


As vendas de celulares dotados de câmeras crescerão em 21 por cento ante o ano passado e superarão o bilhão de unidades pela primeira vez, de acordo com a Strategy Analytics.


O grupo de pesquisa previu que as vendas de celulares com câmeras de resolução de cinco megapixels ou mais subiria em 100 por cento este ano, para 361 milhões de unidades. O mercado de câmeras digitais seria de 130 milhões de unidades, de acordo com suas projeções.


"Fabricantes de smartphones como Nokia e HTC cada vez mais equipam seus modelos caros com câmeras de alta resolução, a fim de propiciar qualidade de imagens para os serviços premium das operadoras," disse Mawston.

Fotografia e conservação

Quase nada escapa das câmeras fotográficas. Desde o registro da primeira imagem permanente da história, em 1826, essa técnica de “reprodução do real” tornou-se o principal veículo na formação da memória visual da humanidade. Mas a fotografia não se restringe `a sua componente documental. Ao contrário, os fotógrafos saem a campo ávidos por imprimir no filme suas interpretações particulares da realidade; eles usam os controles da câmera de forma criativa em favor do registro da própria resposta emocional ao tema. Essa busca muitas vezes revela composições que extrapolam a tarefa do inventário histórico e acabam, elas próprias, interferindo no rumo dos acontecimentos.

Fotografias já aceleraram o fim de guerras e injustiças sociais e veem desempenhando papel fundamental em nosso maior desafio atual: a busca de um modelo de produção e consumo ecologicamente sustentável e compatível com a sobrevivência dos últimos grandes espaços naturais da Terra.

Há vários exemplos de conquistas ambientais práticas desencadeadas por fotografias; um dos mais emblemáticos vem da África . Em 2002, o presidente El Hadj Omar Bongo, do Gabão, surpreendeu os ambientalistas ao anunciar a instalação de um enorme sistema de unidades de conservação com cerca de 26 mil Km2 em seu país. Numa ação sem precedentes no continente, treze novos parques nacionais foram criados de uma só vez para a proteção de ambientes tão diversos quanto florestas tropicais, savanas , manguezais , lagoas e pântanos.

O Gabão abriga algumas das últimas grandes áreas intocadas da África e as autoridades do país já vinham sendo alertadas, há muito tempo, sobre a urgência da proteção dos ecossistemas locais, constantemente ameaçados pela exploração da madeira, mineração, agricultura e caça. A decisão presidencial, porém, não foi desencadeada apenas por relatórios e números; ela tem uma relação mais estreita com a emoção.

Ao ver as imagens da expedição Megatransect - na qual o ecologista Mike Fay e sua equipe percorreram, a pé, mais de 3700 quilômetros no centro do continente africano, boa parte deles no Gabão - Omar Bongo, finalmente, aceitou as sugestões dos ambientalistas. Nas palavras de Fay: “O presidente já tinha ouvido tudo sobre desenvolvimento sustentável e conservação, mas só se deu conta de que seu país tem recursos naturais que vão além dos minerais e madeira, ao ver as fotografias da expedição”.

Pensando em potencializar o uso da fotografia como ferramenta em favor da conservação, a fotógrafa e ambientalista Cristina Mittermeier, fundou , em 2005, uma associação de fotógrafos de natureza com obras relevantes para a proteção da biodiversidade no planeta . A Liga Internacional dos Fotógrafos de Conservação – ILCP, da sigla em inglês - conta hoje com 72 profissionais de vários países, entre eles Michael Nichols, autor das fotografias da expedição Megatransect, decisivas na criação dos parques no Gabão.

Uma das novidades introduzidas pela ILCP são as expedições visuais de avaliação ambiental - Rave, da sigla em inglês. Nessa ação, vários fotógrafos, de diferentes especialidades cobrem simultaneamente uma mesma área de interesse prioritário para a conservação.

No ano passado, uma Rave levou quatro fotógrafos da Liga Internacional para a Ilha de Bioko, na África Ocidental. O resultado do trabalho ganhou reportagem de vinte páginas - com o título "Ilha de Noé" - na edição de agosto da revista National Geographic, publicação lançada em 1888 com o objetivo de “mostrar o mundo e tudo o que há nele” e que, em 2008, atribuiu-se uma nova missão: “inspirar as pessoas a cuidar do planeta”.

FotoRetrospectiva 2010


As imagens que marcaram o ano na imprensa estão na exposição coletiva FotoRetrospectiva 2010 - 6ª Mostra Anual de Fotojornalismo, promovida pela ARFOC-SP - Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo.

O clima da Copa do Mundo e a eleição presidencial são os destaques da sexta edição, entre os fatos que revelaram o cotidiano, as tragédias, as emoções e acontecimentos marcantes para a população, publicados em jornais, revistas e portais de informação.

A FotoRetrospectiva 2010 apresenta em 76 painéis, os trabalhos de 57 profissionais do fotojornalismo no estado de São Paulo. Nesta edição, 105 repórteres fotográficos inscreveram 283 imagens, cuja seleção foi realizada pelos próprios associados, numa inédita sessão coletiva de curadoria.

A 6ª Mostra Anual de Fotojornalismo poderá ser vista a partir do dia 06 de abril, na Galeria do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo.

FotoRetrospectiva 2010
6ª Mostra Anual de Fotojornalismo da ARFOC-SP
Local: Galeria do Conjunto Nacional
Data: de 6 a 27 de abril
Endereço: Avenida Paulista, 2073 – Cerqueira César – São Paulo (SP)
Horários: De segunda a sábado, das 7 às 22h
Domingo e feriado, das 10 às 22h

Informações: (011) 3257-3991
Entrada gratuita

Confira a lista dos expositores:
Ailton Cruz, Alan Morici, Alessandro Shinoda, Alinne Rezende, André Lessa, Apu Gomes, Ayrton Vignola, Celso Junior, Celso Luiz, Claudinei Plaza, Claudinho Coradini, Daniel Marenco, Danilo Verpa, Diego Padgurschi, Ed Ferreira, Edson Lopes Jr., Eduardo Nicolau, Erick Pinheiro, Ernesto Rodrigues, Evelson de Freitas, Fernando Pilatos, Filipe Araujo, Flávio Florido, Guilherme Lara Campos, Hélvio Romero, J.F. Diório, Jonne Roriz, Jorge Araújo, José Luis da Conceição, Keiny Andrade, Letícia Moreira, Luiz Fernando Menezes, Luiz Guarnieri, Miguel Schincariol, Nario Barbosa, Nilton Cardin, Nilton Fukuda, Osvaldo Birke, Paulo Liebert, Paulo Pinto, Rahel Patrasso, Reinaldo Canato, Ricardo Matsukawa, Robson Ventura, Rodrigo Capote, Rodrigo Coca, Roosevelt Cássio, Rubens Cavallari, Sebastião Moreira, Sergio Barzaghi, Sergio Neves, Thiago Bernardes, Thiago Henrique, Tiago Queiroz, Tiago Silva, Toninho Cury e Vagner Campos.


Exposição "Povos Indígenas no Brasil", de Rosa Gauditano


Fotojornalista apresenta imagens da cultura e condições de vida de 34 etnias indígenas brasileiras Mostra reúne 60 fotografias da produção etnográfica iniciada por Rosa Gauditano em 1989, sobre a questão indígena.

Rosa é autora de cinco livros que debatem a cultura do índio no Brasil: “Índios, Os Primeiros Habitantes”, Ed. Fotograma, 1998; “Saltillo”, Instituto Municipal de Saltillo, México, 2001; “Festas de Fé", Ed. Metalivros, São Paulo, 2003; “Raízes do Povo Xavante”, Ed. Studio R, São Paulo, 2003; e "Aldeias Guarani M'Bya na Cidade de São Paulo", Ed. Studio R, São Paulo, 2006.

Para a exposição fotográfica “Povos Indígenas no Brasil”, foram selecionadas imagens dos índios Waurá que se preparavam para o ritual Quarup, no Xingu; da dança dos Krenak, de Minas Gerais e flagrantes dos protestos pela ocupação da terra, como a passeata dos 500 Anos do Descobrimento, em 2000, em Porto Seguro (BA), e a manifestação dos Tuíra Kayapó (Pará) contra a construção da Usina de Belo Monte.

A mostra “Povos Indígenas no Brasil” será aberta no dia 19 de março na Caixa Cultural de São Paulo

Exposição Povos Indígenas no Brasil – exposição fotográfica de Rosa Gauditano
Local: Galeria Humberto Beteto, da Caixa Cultural de São Paulo
Endereço: Praça da Sé, 111 - 2º andar – Centro – São Paulo
Data: De 19 de março a 15 de maio de 2011
Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Informações: (011) 3321.4400

Conheça mais do trabalho de Rosa Gauditano em: http://www.studiorimagens.com.br/quemsomos/index.htm