terça-feira, 5 de abril de 2011

Entre Espaços: Mostra questiona a forma como a sociedade muda constantemente


A fotógrafa paranaense Charly Techio irá apresentar a partir deste dia 17, às 19h, no Palacete dos Leões, em Curitiba, a exposição “Entre Espaços”, uma série fotográfica que questiona as mudanças pelas quais a sociedade passa constantemente. A mostra já passou pelo Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) e pela Galeria Lunara, de Porto Alegre, e ficará em cartaz até 21 de abril.

A fotógrafa Charly Techio explica que a inspiração surgiu ao observar o processo cíclico de transformações, com as relações se modificando em intensidades e ritmos variáveis. “Ao mesmo tempo, o ser humano se mistura no ambiente, é mimético, suas vestimentas e a paisagem contêm padrões que se repetem”, observa Charly, que também é coordenadora do curso de Fotografia do Centro Europeu de Curitiba.

A partir desta observação, as imagens da mostra são apresentadas em pares, relacionadas pela cor e textura, ligando o sujeito fotografado a um novo ambiente, que pode tanto ser um céu azul, como poltronas de um teatro.

A entrada para a mostra é gratuita e os trabalhos poderão ser visitados de segunda a sexta-feira, das 12h30 às 18h30.



Mais informações:
(41) 3219-8056

Fotografia surreal

O professor e fotógrafo americano Jerry Uelsmann tem uma longa carreira dedicada a enganar os olhos, arte na qual é mestre. Ele cria imagens de temática surrealista há, acredite, quase 60 anos; época em que programas como o Photoshop não eram facilmente concebíveis nem mesmo no território da imaginação.

Pois é neste território que Uelsmann se destaca, através de uma técnica de colagem de imagens ainda no negativo. O processo todo leva de oito a dez horas. Por esta razão, Uelsmann afirma que deve ser cuidadoso ao fotografar, já que é dessas imagens primitivas que depende o resultado final.

Conheça estas imagens impressionantes.








Confira mais em http://www.zupi.com.br/index.php/site_zupi/view/fotografia_surreal1/

Livros de Clarice Lispector inspiram exposição fotográfica em Campinas


Duas artes que se interagem: fotografia e literatura, tendo como inspiração as obras da escritora Clarice Lispector. Esta é a proposta da exposição “O melhor está nas entrelinhas”, assinada pela fotógrafa Anita Hirschbruch, que estará presente no vernissage nesta terça-feira, 5 de abril, no Espaço Cultural do TRT da 15ª Região, em Campinas. A mostra ficará aberta à visitação pública até 6 de maio, de segunda a sexta-feira, com entrada gratuita.

A exposição é composta por três ensaios fotográficos baseados nas obras “O ovo e a galinha” (1971), “Água viva” (1973) e “A maçã no escuro” (1961), de Clarice Lispector. As fotos são acompanhadas de trechos dos livros que, segundo Anita, têm a função de induzir à “leitura” das fotografias e vice-versa. “O desafio do trabalho foi procurar estabelecer equivalências entre estes textos literários e a fotografia, não no sentido de elaborar as imagens para que servissem como ilustrações aos textos nem tampouco fazer com que estes explicassem as imagens, mas tecendo uma intersecção entre elas, de modo a formar um terceiro objeto”, explica a fotógrafa.

Ao todo serão exibidas 76 fotos produzidas de modo analógico em filme preto e branco. As 12 peças da composição “O ovo e a galinha” foram realizadas com o emprego da técnica laboratorial conhecida como “puxamento de ASA”, que possibilita granular a fotografia, aproximando-a de um quadro expressionista/pontilhista. Já as 17 peças do ensaio “Água viva” receberam tratamento químico para que ficassem azuladas (banho de viragem, tratamento químico que modifica a cor da foto). As demais 47 peças, que compõem o ensaio “A maçã no escuro”, foram produzidas de modo tradicional.

O evento inaugura a programação para este ano do Espaço Cultural do TRT da 15ª Região, que foi concebido para abrigar exposições e manifestações artísticas, sempre gratuitas e abertas ao público, atuando como canal de incentivo e acesso à cultura. A iniciativa está alinhada ao papel institucional do TRT, de promover ações de caráter social, ambiental e cultural que visam estimular a cidadania, o desenvolvimento e a inclusão social.

A artista

Anita Hirschbruch é formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e foi, por muitos anos, uma das responsáveis pelo Setor de Fotografia da Cinemateca Brasileira, instituição voltada à preservação do acervo audiovisual do país. Atualmente dirige o setor de fotografia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) de São Paulo, órgão do Ministério da Cultura.

A fotógrafa já participou de várias exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior. A composição “O ovo e galinha”, por exemplo, apresentada como dissertação de mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada na USP, foi exibida no 22º Rencontres Internationales de la Photographie de Arles, na França. Juntamente com o ensaio “Água viva”, foi exibida também no Instituto Cultural Brasil-Alemanha, em Berlim.

Atualmente Anita Hirschbruch participa do movimento “Viva Paraitinga!”, iniciativa de fotógrafos que retrataram a cidade paulista de São Luiz do Paraitinga. Com a venda de cópias das fotos exibidas no site da campanha (www.vivaparaitinga.com.br) está sendo constituído um fundo para ajudar na reconstrução do município, que teve seu acervo histórico parcialmente destruído pelas chuvas que atingiram a região em janeiro de 2010.

Serviço:

Exposição Fotográfica: “O melhor está nas entrelinhas”
Local: Espaço Cultural do TRT da 15ª Região, 1º andar, Rua Barão de Jaguara, 901, no Centro
Data: vernissage - 5 de abril
Horário: 17 horas
Visitação: até 6 de maio
Horário: de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas
Entrada: gratuita

segunda-feira, 4 de abril de 2011

“House – Clouse Up”: Exposição vai revelar os micro-detalhes do cotidiano do sociólogo e fotógrafo Luciano Spinelli





A exposição “House – Close Up”, em cartaz a partir de 1º de abril na galeria Pauza, na Polônia, vai revelar os micro-detalhes do cotidiano do sociólogo e fotógrafo gaúcho Luciano Spinelli, radicado há seis anos em Paris.

As imagens retratadas na mostra são da época em que o fotógrafo ainda vivia em Porto Alegre e foram tiradas dentro de seu próprio apartamento. “Foi uma forma simbólica de levar comigo elementos do lar que achei que iam me fazer falta. E fizeram. Teria ficado feliz em ter por aqui minha vitrola Philips e meus discos”, sublinha o fotógrafo.

“House – Close Up” mostra objetos de uma casa sob um ângulo diferente. Detalhes coloridos são apresentados como macro-fragmentos que provocam a imaginação a decidir qual é exatamente aquele objeto. O trabalho será exibido em 17 grandes fotografias de 90x60 cm, a partir de slides, sem nenhuma intervenção digital e apresentadas em trípticos.

A mostra seguirá aberta à visitação até 6 de maio, na galeria Pauza, que é uma referência em artes visuais na cidade de Cracóvia, na Polônia, e no Leste Europeu.

Editor da Folha e repórter do Agora são demitidos por comentários no Twitter

O jornalista Alec Duarte, editor-assistente de política da Folha de S.Paulo, e a repórter Carol Rocha, do Agora SP, foram demitidos do Grupo Folha por postarem comentários no Twitter a respeito do jornal. Os dois comentavam a morte de José Alencar, ex-vice-presidente da República, que morreu no dia 29/3.

"Nunca um obituário esteve tão pronto. É só apertar o botão”, comentou o editor-assistente da Folha, sem citar nomes.

"Mas na Folha.com nada ainda... esqueceram de apertar o botão. rs", respondeu a repórter do Agora.

Alec então lembrou do erro do jornal, que noticiou erroneamente a morte do senador Romeu Tuma, em outubro de 2010. "Ah sim, a melhor orientação ever. O último a dar qualquer morte. É o preço por um erro gravíssimo."

Apesar dos comentários, os perfis dos jornalistas não informavam que eram empregados do Grupo Folha. O Comunique-se tentou contato com Alec, mas ele não foi localizado.

“É nosso perfil pessoal e foi um comentário normal, não teve repercussão, retuítes, mas fomos demitidos mesmo assim”, disse Carol, que questiona uma retaliação pelo comentário de algo que não é segredo: a antecipação de obituários nas redações.

A jornalista também enviou um e-mail para a ombudsman do jornal, Suzana Singer: “Você não acha hipocrisia o jornal negar - ou censurar comentário sobre o tema - que depois da notícia errada sobre a morte do Tuma, os cuidados foram redobrados? Nada mais natural. Mais hipocrisia ainda é um jornal que zela tanto pela liberdade de expressão, que diz não admitir qualquer tipo de censura, praticar a mesma censura contra seus funcionários. Me lembro que o manual de redação diz alguma coisa como "somos abertos a críticas". Sério? Não conheço ninguém que tenha criticado a Folha e não tenha sofrido represália”, escreveu. A repórter também fala do episódio em seu blog.

A ombudsman negou que tenha participação na demissão dos jornalistas e afirmou que o caso foi decidido pela chefia do grupo. Suzana também alegou que não se trata de censura. “Não acho que isso seja censura. A Folha tem meios de fazer e receber críticas (painel do leitor, ombudsman, o blog da crítica interna, a seção erramos). Imagina se todo jornalista resolvesse colocar na rede os erros de colegas e desafetos”, respondeu.

A coluna da ombudsman deste último domingo (3/4) também citou o caso.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Expo Black Faces


O contato intenso e frequente com a cultura negra, especialmente o samba, o jongo e a umbanda, marcou a vida de Marta Azevedo. Mas do que isso, foi a fonte de inspiração para o belo ensaio Black Faces, que vem produzindo desde 2003. No trabalho, ela retrata negros brasileiros e norte-americanos – é radicada nos Estados Unidos – em portraits de inspiração assumidamente afro.

"Passei minha infância e a adolescência indo quase todos os finais de semana a Madureira visitar a família do meu pai, que morava no pé do morro da Serrinha. Quando pensei em desenvolver um projeto pessoal, o tema sobre os negros veio em primeiro lugar", conta a fotógrafa, que a partir dessa ideia começou a trabalhar em Black Faces. "Queria retratar a beleza e as diferentes atitudes e estilos de vida dessa etnia tão presente na minha vida", acrescenta a fotógrafa.

O projeto não nasceu pronto. "No início, usava luz natural, poses tradicionais e fotos em cor. Não gostei do resultado, achava tudo muito comum", explica. A partir de 2004, já radicada em Dallas, nos Estados Unidos – para onde se mudou depois de casar com o artista plástico norte-americano Steve Vanek –, mudou o rumo da obra. "Alterei radicalmente meu estilo. Passei a usar elementos ligados à cultura negra e africana, como palha, argila e miçangas, dando prioridade à expressão facial", comenta. E, naturalmente, incluiu o negro americano e suas especificidades no trabalho, que remete imediatamente às fotos de Mario Cravo Neto.

Leia a reportagem completa na revista Photos, nas bancas.

“Rota 66” em Paraty


De 2 de abril a 8 de maio, a exposição “Rota 66”, do fotógrafo Roberto Soares-Gomes será exibida na Galeria Zoom de Fotografia, em Paraty (RJ). A mostra retrata um olhar brasileiro sobre a lendária Rota 66, que há mais de cem anos rasgava os Estados Unidos de leste a oeste em exatos 3.755 km.

O fotógrafo é mais um a eternizar a estrada, que na sua forma original não existe mais, mas que durante meio século representou o "estilo de vida" americano e serviu de cenário para filmes, como Easy Rider, Bagdá Café, Thelma e Louise e tantos outros.

A Rota onde surgiu o primeiro motel e a primeira lanchonete Mc Donalds é, hoje, uma história cortada em pedaços, e foi sobre uma dessas partes que pousou o olhar de Soares-Gomes. O posto de gasolina abandonado, o antigo Cadillac reluzindo ao sol, a logomarca da Coca-Cola presente em diversas partes - quase onipresente -, o velho Ford corroído pela ferrugem e o céu azul profundo riscado de nuvens. Nenhum desses elementos escapou às lentes do fotógrafo, que se apropriou da luz do sol do velho oeste, típica dos longas americanos, para compor suas imagens.

A mostra “Rota 66” poderá ser visitada nas sextas, sábados e feriados, das 20h às 23h30. A Galeria Zomm de Fotografia de Paraty fica na Rua do Comércio, Centro Histórico de Paraty.

Soares-Gomes é um engenheiro ferroviário apaixonado por fotografia, tendo sido por um breve período repórter fotográfico da revista Manchete e, desde 1966, um grande incentivador da fotografia. Ele acumula, entre tantos outros, prêmios em concursos como: Leica-Consigo-Fotografe, Concours Amateurs PHOTO, Nikon Photo Contest International e Sony World Photography Award.



Mais informações:
(24) 3371 2764
www.galeriazoom.com